‘Passeios pela Literatura’ levam Saramago ao Museu Grão Vasco este sábado

24/08/2022 17:28

Os ‘Passeios pela Literatura’ trazem de volta os espetáculos de teatro, criados a partir de nomes da literatura, como é o caso de ‘O Conto da Ilha Desconhecida’, de José Saramago.

No ano em que se assinala o centenário de nascimento do escritor, o grupo ‘Off’ leva a palco um conto «repleto de cor, movimento e sonho, prestando homenagem a esse enorme vulto da literatura», descreve a organização.

A 27 de agosto, pelas 21h30 no Museu Nacional Grão Vasco; e a 10 de setembro, 21h30, no Convento de São Francisco em Órgens. Os espetáculos têm a duração de uma hora e são aconselháveis para um público com idade superior a seis anos.

Este espetáculo foi criado a partir do  conto de Saramago, que gira em torno de um homem que vai até o rei para pedir que lhe dê um barco. Ao chegar ao castelo, percebe que existem duas portas: uma delas é a porta dos obséquios, em que o monarca passa a maior parte do tempo a receber presentes dos seus súbditos. A outra é a porta das petições, onde o rei praticamente nem aparece e existe um processo muito burocrático para que se possa pedir algo ali. Mas, naquele dia, o homem estava determinado e exigiu que o rei o recebesse para que ele fizesse o seu pedido. Ao ser questionado sobre seus motivos para desejar ter um barco, ele responde que deseja encontrar a ilha desconhecida. No entanto, o homem sabia que, de acordo com os geógrafos, não havia mais ilhas desconhecidas, pois todas elas já teriam sido encontradas por alguém. Mesmo assim, ele acredita que possa descobrir uma nova. Tudo parece estar contra aquele homem sonhador: o rei não parecia disposto a lhe dar um barco, os marinheiros não aceitariam participar dessa empreitada, o mar andava agitado e os geógrafos do rei tentavam, de qualquer maneira, convencê-lo de que a aventura seria em vão, pois ele não conseguiria encontrar uma ilha que ainda não tivesse sido descoberta. A história  mostra-nos essa busca do protagonista pela ilha desconhecida sobre a qual ele não sabia absolutamente nada (afinal, se soubesse algo, a ilha já seria conhecida!). No final,  ele consegue encontrar a ilha, no lugar onde menos esperava.

«A adaptação do texto de Saramago para teatro foi  conceptual, partindo da ideia de transformar o conto num diálogo a sete vozes que ganha força pela fisicalidade. Assim, pretende-se recriar um imaginário visual onde os movimentos ganham grande sentido e onde os adereços cénicos são metáforas das intenções», é descrito, ainda, pela organização.

CRIAÇÃO: Florbela de Sá Cunha

INTERPRETAÇÃO: Ana Raquel Romão; André Ferreira; Daniela Sofia; Francisco Poppe; Gabriela Coutinho; Margarida Quintal; Patrick Figueiredo; Rafael Lopes

MÚSICA: Sara Costeira

PRODUÇÃO: Afta

APOIO À PRODUÇÃO: Samuel Almeida e Carlos Cruchinho 


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