O município de Oliveira de Frades realizou um inquérito às PME no âmbito do impacto da pandemia COVID-19. São agora públicos os resultados e conclusões do estudo.
O diagnóstico realizado e promovido pelo município pretende proceder ao levantamento do estado atual das micro e pequenas empresas do concelho perante o impacto que a SARS-COV-2 teve na sua área de negócio, nos recursos humanos e na sua economia.
A recolha e análise dos dados tiveram a finalidade de caracterizar o tecido empresarial do concelho de Oliveira de Frades e a sua atual empregabilidade e aferiu as necessidades das empresas e da população para futuras iniciativas municipais.
As empresas, que responderam ao inquérito, e que cumprem os critérios de PME, caracterizam-se com as seguintes áreas de negócio: 47,36% – Atividades relacionadas com Comércio/Serviços; 26,32% – Restauração e similares/Alojamento; 5,26% – Indústria; 10,53% – Agricultura; 10,53% – Não cumprem os critérios | Não são micro/pequenas empresas.
No total das empresas que responderam ao inquérito disponibilizado e divulgado estas caracterizavam-se com as seguintes áreas de negócio: 52,94% – Atividades relacionadas com Comércio/Serviços; 29,41% – Restauração e similares/Alojamento
5,88% – Indústria; 11,77% – Agricultura
Segundo os dados divulgados pelo município: 94,12% das empresas respondentes mantinham-se em produção ou em funcionamento, mesmo que parcialmente e somente 5,88% das empresas encerraram temporariamente (devido às medidas restritivas do governo); 88,23% das empresas respondentes, reportaram diminuição do volume de negócios, numa grande parte (52,94%) a redução foi superior a 50% do volume de negócios. A percentagem de empresas que se candidataram ao Programa ADAPTAR (visava apoiar as empresas no esforço de adaptação e de investimento nos seus estabelecimentos, ajustando os métodos de organização do trabalho e de relacionamento com clientes e fornecedores às novas condições de contexto da pandemia da doença COVID-19) foi de 11,76%.
23,53% das empresas reportaram reduções do pessoal, sendo que 5,88% referiram uma redução superior a 50% dos funcionários previamente integrados nas suas empresas. E 29,41% recorreram ao regime de layoff. 17,65% das empresas respondentes tinham pessoas em regime de teletrabalho sendo que 5,88% tinham mais de 50% neste regime.
Os resultados deste inquérito são sempre indicados como respeitantes às empresas respondentes para o período de inquirição, não se procedendo a qualquer extrapolação dos resultados para o universo de empresas.
Segundo o município, este inquérito esteve acessível para preenchimento, desde 2 de junho de 2020 a 30 de junho de 2020, de modo a obter informação de carácter urgente sobre as consequências da atual pandemia (COVID-19) na atividade empresarial.
Nesta divulgação de resultados foram considerados os dois grupos de dimensão da empresa: Microempresa (número de pessoas ao serviço < 10) e pequena empresa (número de pessoas ao serviço < 50); as empresas que não cumpriam estes
critérios, não foram consideradas para o diagnóstico e os quatro grupos de atividade económica: Atividades relacionadas com Comércio/Serviços, Restauração e similares/Alojamento, Indústria e Agricultura.















