Nova fábrica de calçado em Cinfães vai criar 20 postos de trabalho

21/04/2021 14:02

Cinfães vai ter uma nova fábrica de calçado, que irá começar o processo de produção já em maio. Este novo projeto decorre no âmbito de um uma estratégia de investimento que iniciou em 2014 afirmou na passada segunda-feira, Armando Mourisco, Presidente da Câmara da autarquia à Agência Lusa.

Desde 2014, esta será a terceira fábrica de calçado a abrir portas no concelho. «Em 2014, fizemos um trabalho para ver quais os setores estratégicos para desenvolver a economia do concelho. Além do turismo, da construção e do agroalimentar, surgiu o setor do calçado, pela proximidade a Felgueiras, que já não tinha mão-de-obra suficiente», confirmou Armando Mourisco.

O Município investiu na formação na área do calçado através da elaboração de um protocolo com o Centro de Formação da indústria com o principal foco na formação de mulheres. O autarca explicou ainda que «No que respeita à mão de obra masculina, temos oferta, porque somos fortes no setor da construção civil, mas a mão-de-obra feminina era um problema sério.»

Segundo Armando Mourisco foram construídos pavilhões industriais que foram cedidos à indústria do calçado e a outras indústrias presentes no concelho. «Um dos pavilhões estava vazio. Temos cidadãs que estão desempregadas, fruto de uma insolvência que aconteceu há uns meses já no âmbito da pandemia e surgiu a oportunidade desta nova empresa que se vai instalar em Cinfães, com contrato de arrendamento de cinco anos» realçou o autarca.

Tendo em conta o grande volume de encomendas, Armando Mourisco acredita que é possível que nos próximos seis a sete meses a fábrica possa duplicar os seus postos de trabalho.

O Presidente da autarquia congratulou-se pela abertura desta nova fábrica tendo em conta a situação oposta que está a acontecer na Europa e no mundo, afirmando que o Município tem conseguido evoluir economicamente e diversificar o tecido empresarial no concelho, «Não temos indústrias grandes com centenas de pessoas a trabalhar. Em 2014 tínhamos 2.470 desempregados e agora temos mil, fruto da pandemia, porque antes tínhamos 800», realçando que tem a convicção que o número de desempregados vai descer com a abertura do mercado e e evolução positiva da pandemia.

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