O município de Vouzela marca presença na Bolsa de Turismo de Lisboa, integrado no Stand da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões. A estreia ocorreu, esta manhã, com um momento gastronómico, feito pela Escola Profissional de Vouzela, e com a apresentação dos eventos para 2023.
Fazendo referência ao «maior e melhor palco que existe em Portugal ao nível de promoção turística», o autarca Rui Ladeira sublinhou a oportunidade de potencializar Vouzela, mas também a região, salientando a importância de uma perspetiva mais abrangente ao nível nacional e internacional.
«Estamos aqui no contexto da CIM Viseu Dão Lafões, mas demostrando o que Vouzela tem de melhor para oferecer, nomeadamente na gastronomia, na paisagem, no património, e no acolhimento fantástico que as nossas populações fazem a quem nos visita, de passagem ou de férias. A mensagem que passamos é que é um território que sabe receber e que tem muito para oferecer. Quem por cá passa encontra uma oportunidade de ter algo diferente e até de inovador. Relembro que somos o primeiro concelho som o selo da biosfera da sustentabilidade. A este propósito, por exemplo, este ano, tivemos um acréscimo significativo de dormidas no concelho. Isto quer dizer que há atratividade, que há procura e que está a gerar economia a quem investe.»
Para o presidente, a aposta, por parte da autarquia, continuará a ser feita nos produtos diferenciadores, em conjugação com outros agentes como escolas e associações. «O município de Vouzela está determinado em investir de forma estruturada e pragmática no turismo, que é um dos pilares do plano de desenvolvimento. Um dos exemplos foi o que aconteceu hoje, com o pequeno almoço a ser aqui servido pela Escola Profissional.»
Para a chef Maria Cunha, esta foi uma excelente oportunidade para valorizar os produtos e instituições da terra. «Apresentei, aqui, o ex-libris da região, a vitela certificada de Lafões, assim como os valores antigos da nossa gastronomia, aquilo que ainda se usa nas nossas aldeias, como a matança do porco e a transformação da carne. Paralelamente, foi uma oportunidade de promover a nossa escola, que está muito bem posicionada a nível de procura e de oferta. Todos os anos abrimos novos cursos e temos cada vez mais estudantes de várias zonas do país e estrangeiro. Para eles, esta é, sem dúvida, uma experiência única. Eles adoraram e não tiveram qualquer problema em se levantar às 4h da manhã.»
Durante a manhã, foi ainda dado a conhecer o leque de eventos programados para 2023.
«Os eventos são determinantes para que, durante o ano, haja, atractividade e diversidade no que temos para oferecer. Estamos a falar do INSITU (e não sou eu a dizê-lo, mas as pessoas que nos visitam), que é o grande encontro de imagem de natureza a nível nacional e vida selvagem, que vai ser agora num fim de semana em maio. Temos o Festival da Vitela de Lafões, com mais de 2 mil refeições servidas no último ano, em contexto personalizado, com a qualidade da vitela certificada, um dos produtos endógenos, onde damos também oportunidade os nossos artesãos e produtores de vender os produtos locais do mundo rural. Acrescento, aqui, ainda, as visitas às explorações pecuárias nas serra. As Festas do Castelo, com mais de 100 anos de história, marcadas por um grande festival de folclore, fogo de artifício na ponte, e pelas atuações de artistas de renome. O Constálica Rallye Vouzela e Viseu, um projeto com 8 anos, que tinha que dar o salto e ganhar dimensão e projeção nacional e internacional. Fizemo-lo e correu muito bem. Ainda agora, na projeção da Feira de São Mateus, ouvimos que é um evento que faz parte do melhor do panorama desportivo, neste caso, automobilístico, na maior feira e mais antiga da península ibérica.»
Para além das ofertas com maior dimensão, Vouzela tem apostado, igualmente, em iniciativas mais pequenas como o Festival da Sopa Seca em Alcofra, a Feira da Vitela da Giesteira em Queirã, a Festa da Primavera em São Miguel do Mato e o peixe do rio em Campia.
«É importante que os eventos, depois da pandemia, sejam retomados, para manter a identidade, a história que construíram, o bom produto que propiciaram, mas sobretudo gerar economia. Destaco o mercado medieval, que é já uma marca junto à torre de Cambra. Ao longo do tempo, construiu uma atractividade no contexto nacional muito assinalável e, este ano, a associação local, a ACRC, com o município, a junta de freguesia e outros parceiros, como o agrupamento de escolas e a escola profissional, vamos dar-lhe outra dimensão.»
Em jeito de conclusão, Rui Ladeira deixa o prenúncio. «É isso que nós nos determinamos sempre: ajudar a contribuir para que os nossos munícipes, mas a região também, possam vender os seus produtos e gerar negócio. E queremos que Vouzela continue a ser o coração do Centro, no acolhimento, mas sobretudo que aqueles que nos visitam levem também Vouzela no coração, para voltarem e para sugerirem a outros que venham ao nosso território.»















