Em conferência de imprensa do Conselho de Ministros, António Costa, há instantes, anunciou alterações à forma como a matriz de risco é aplicada aos concelhos de baixa e de alta densidade e novas medidas de desconfinamento para o verão.
Uma das alterações mais importantes anunciada foi a mudança na matriz de gestão de risco. Os territórios de baixa densidade populacional — que abrangem mais de dois terços do território nacional — vão passar a ser avaliados de forma distinta dos de elevada densidade. Ou seja, se neste momento, o limite de risco para entrar em situação de alerta é fixado uniformemente nos 120 novos casos por cem mil habitantes, passa a ser de 240 novos casos nos territórios de baixa densidade. O mesmo se passa no limiar de casos em que determina se um concelho pára ou recua no desconfinamento: se antes era de 240 novos casos por cem mil habitantes, passa a ser de 480 novos casos nos territórios de baixa densidade.
A nova fase de desconfinamento conta, ainda, com outras novidades. O teletrabalho passa de obrigatório a recomendado nas atividades que o permitam. Já os restaurantes, cafés e pastelarias mantêm as regras de lotação atuais, até à meia-noite para admissão e 1h00 para encerramento.
O comércio volta ao horário do respetivo licenciamento, ou seja, sem restrições.
Os transportes públicos em que só existem lugares sentados, a lotação poderá ser completa. Já naqueles em que há lugares sentados e de pé, a lotação permitida é de 2/3.
Na cultura, os espetáculos culturais podem decorrer até à meia noite, e as salas de espetáculos podem ter a lotação até 50%.
Quando os eventos decorrerem fora das salas de espetáculo, terão de ter lugares marcados e as regras de distanciamento definidas pela DGS.
Os recintos desportivos passam a ter público, com 33% da lotação.
O Governo programa ainda que, a partir de 28 de junho, as lojas do cidadão possam ser frequentadas sem marcação prévia, e os transportes passem a não ter restrições de lotação.
















