O antigo ministro do PS foi condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique que se destina a distinguir quem tenha “prestado serviços relevantes a Portugal, no país e no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores”.
Atribuída um mês após a morte de Jorge Coelho, a condecoração decorreu, esta quinta-feira, numa cerimónia restrita no Palácio de Belém.
Na nota divulgada no sítio oficial da Presidência da República, pode ler-se “que o homenageado deixou um importante ensinamento: em democracia tem de existir responsabilização política pelos erros ou falhas do Estado e das suas estruturas. Ao assumir que a culpa não podia ficar solteira na tragédia de Entre-os-Rios lembrou a todos os políticos que devem ao Povo um respeito que exige um comportamento ético de grande rigor.”
Jorge Coelho faleceu aos 66 anos, a 7 de abril, na sequência de um ataque cardíaco fulminante quando se encontrava na Figueira da Foz. Natural de Mangualde, Jorge Coelho foi ministro Adjunto, ministro da Administração Interna, ministro da Presidência e do Equipamento Social, nos dois Governos de António Guterres, entre 1995 e 2002. Em 2001, quando a ponte Hintze Ribeiro de Entre-os-Rios desabou, vitimando 59 pessoas, Jorge Coelho demitiu-se na sequência do acidente, declarando que “a culpa não pode morrer solteira”.
Em 2006 bandonou a política para se dedicar à atividade profissional na gestão de empresas. Em 2007 foi convidado para a administração da Mota-Engil, tendo sido presidente da construtora até 2013, cargo que abandonou invocando fatiga. Voltou à administração, mas sem funções executivas, em 2018. Jorge Coelho era, ainda, administrador da maior queijaria de queijo Serra da Estrela DOP, a Queijaria Vale da Estrela, sediada em Mangualde.
Fonte/foto: Presidência da República/Rui Ochoa
















