Maioria dos portugueses considera que o SNS tem respondido de forma eficaz à pandemia

16/06/2021 13:38

Segundo os dados apresentados a 15 de junho, na 9ª Conferência AbbVie|DN|TSF, a maioria dos portugueses (73,2%) considera que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem respondido de forma eficaz à pandemia de Covid-19.

Contudo, cerca de um quarto dos utentes (24,7%) afirma ter deixado de recorrer pelo menos uma vez ao SNS por sentir receio de se deslocar a um hospital ou centro de saúde.

Em alternativa, cerca de 18% preferiram recorrer a serviços de saúde privados, segundo dados do Índice de Saúde Sustentável, estudo desenvolvido pela NOVA Information Management School (NOVA IMS).

O índice que avalia a sustentabilidade do SNS registou uma descida dos 101.7 para os 83.9 pontos devido ao efeito da pandemia. Para esta queda no indicador contribuiu a diminuição na atividade (-9,8%), o aumento da despesa (7%) e a diminuição da qualidade técnica (-3,1%).

Contudo, o estudo estima que sem o efeito da Covid-19 o índice de sustentabilidade registaria o valor mais elevado desde a sua criação, em 2014: 103.6 pontos.

A satisfação e confiança dos portugueses no SNS aumentou em todos os parâmetros avaliados durante a pandemia.

Representado numa escola de zero a 100, é no internamento que os utentes manifestam maior satisfação e confiança (87.0 e 87.3 pontos, respetivamente), mas foi no atendimento de urgência que se registou o maior aumento (+2.6 pontos na satisfação e +5.3 pontos na confiança).

O estudo calculou também o impacto do SNS no absentismo laboral e na produtividade dos utentes em 2020. Em média, os portugueses faltaram 7,4 dias ao trabalho, o que resultou num prejuízo de 2,8 mil milhões de euros. A prestação de cuidados de saúde através do SNS evitou a ausência laboral de 2,9 dias, o que representa uma poupança de mil milhões de euros. O equivalente a 15,8 dias de trabalho é o valor que traduz a perda de produtividade por motivos de saúde, que se traduz num prejuízo de seis milhões de euros.

Assim, conclui-se também que o SNS permitiu evitar outros 9,9 dias de trabalho perdidos em produtividade, resultando numa poupança de 3,5 mil milhões de euros.

Totalizando o impacto no absentismo laboral e o impacto na produtividade, o SNS permitiu uma poupança de 4,5 mil milhões de euros. Considerando o impacto dessa poupança por via dos salários e a relação entre a produtividade/remuneração do trabalho (valores referência do INE), é possível concluir que os cuidados prestados pelo SNS permitiram um retorno para a economia que ronda os 6,8 mil milhões de euros, o valor mais alto registado nos últimos anos.

Quando se analisam os determinantes da satisfação do utente, a qualidade dos profissionais de saúde continua a ser identificada como o ponto mais forte do SNS e um ponto que deve continuar a ser valorizado. Por outro lado, a facilidade de acesso aos cuidados e os tempos de espera entre a marcação e a realização de atos médicos são duas áreas prioritárias de atuação.

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