Incêndio de Vouzela está dominado. Cerca de 800 operacionais estão no terreno para evitar reacendimentos

06/07/2026 10:05

O incêndio de Vouzela que começou na madrugada da passada quinta-feira, entrou em rescaldo ao final do dia deste domingo.

Para trás fica um rasto de destruição considerável. Em declarações à Antena 1, José Neves, 2º Comandante Regional do Centro de Emergência e Proteção Civil, explica que o perímetro deste incêndio é superior a «mais de 60 quilómetros».

«Estamos a falar numa área estimada, até agora, de 13 mil hectares», acrescenta. 

Apesar de ter sido dado como dominado, no terreno prosseguem os trabalhos de consolidação.

«Temos, neste momento, cerca de 800 operacionais. A nossa prioridade continua a ser o flanco esquerdo. Foi o que nos deu mais trabalho para combater e é aquele que tem alguns pontos quentes e continuamos com esses operacionais, que quando identificam um ponto quente deslocam-se até lá para o apagar. Este flanco esquerdo envolve os concelhos de Águeda e Vouzela, sendo que o prioritário é o concelho de Vouzela», explica. 

E em Vouzela já se começam a fazer contas aos prejuízos. Também em declarações à Antena 1, o Presidente da Câmara Municipal, Carlos Oliveira adianta que este incêndio terá um impacto de milhões de euros, «quer de natureza pública, quer de natureza privada».

«Temos de fazer esta avaliação e a Câmara, por estes dias, já começou a fazer levantamentos preliminares. A partir desta segunda-feira vamos disponibilizar os serviços agrícolas, florestais, de proteção civil e ação social para fazer esse trabalho conjunto com as Juntas de Freguesia e Associações, com o objetivo de fazer o levantamento mais rigoroso possível», anuncia Carlos Oliveira. 

O Autarca disse ainda que em função desses números que irá levantar, vai falar com a Administração Central para ver qual a extensão que pode ser financiada ao Município, enquanto entidade publica, e aos privados.

«Estamos a falar a nível privado, por exemplo, de uma empresa com um investimento de muitos milhões e com 14 postos de trabalho que ardeu por completo, de instalações agropecuárias, de animais, de currais, de alimentação para o gado, mas também ao nível da natureza publica foi destruída a reserva botânica de Cambarinho e os seus passadiços. Destrui-se sinalização, contentores, sistemas de abastecimento de água e também serão necessárias muitas ações de reflorestação e replantação agrícola», finaliza. 


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