O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), apresentado à Comissão Europeia a 15 de outubro e que visa estar em vigor até 2026, abrange os hospitais das áreas metropolitanas portuguesas.
A iniciativa, apelidada de “reedição da troika” pelos administradores hospitalares, tem como objetivo identificar os serviços que estão em funcionamento durante a noite ou fins de semana, de modo a permitir a partilha entre profissionais de saúde e concentrar determinadas especialidades médicas e cirúrgicas mais diferenciadas.
Ainda, a nível hospitalar, impõe que haja metas financeiras, sendo que o Governo, nomeadamente o Ministério das Finanças, terá parâmetros para avaliar o desempenho dos gestores de cada hospital. Por sua vez, estes terão que fazer relatórios mensais, trimestrais e anuais, com direito a penalizações, caso não sejam cumpridas.
Alexandre Lourenço, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, admite que, apesar das mudanças serem uma necessidade, o PRR não apresenta as soluções indicadas.
Para a Comissão Europeia ceder 16 644 milhões de euros, montante financeiro estipulado para o Plano, o Governo Português necessita da adesão por parte das unidades hospitalares em causa.
















