Os pedidos de ajuda, sobre as faturas de energia, recebidos pela DECO no primeiro trimestre de 2021, aumentaram 61% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Este aumento deveu-se, por um lado, às baixas temperaturas verificadas neste período, por outro, às medidas de confinamento face ao agravamento da pandemia que provocaram um consequente aumento nas necessidades de consumo de energia.
De acordo com os dados da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG), só em janeiro, o consumo doméstico de eletricidade aumentou 31% face ao mesmo mês de 2020.
«Recebemos denúncias de famílias que receberam faturas de eletricidade de 200€, para um mês de consumo, quando o valor médio que costumavam pagar seria de 80€», afirma a Defesa do Consumidor, sublinhando que a principal causa está na falta de soluções eficientes de aquecimento que, consequentemente, provocam um aumento no consumo de energia.
Neste sentido a DECO quer ajudar os consumidores na gestão dos seus consumos de energia. Para isso, criou o Gabinete de Aconselhamento de Energia (GAE), uma iniciativa do projeto STEP (Soluções para Combater a Pobreza Energética), com o financiamento do programa H2020 da União Europeia.
Segundo a DECO, o GAE conta com uma equipa de 35 técnicos «preparados para informar e ajudar os portugueses a melhorar a eficiência energética da sua casa, gerir os seus consumos, a compreender o funcionamento do mercado de energia, bem como a recorrer a mecanismos de apoio em situação de pobreza energética».
















