A segunda edição do estudo ‘Jovens e Educação Sexual: Conhecimentos, Fontes, Recursos’ apresentado esta quinta-feira, em Lisboa, revelou que 55% dos adolescentes que se encontra numa relação sexualmente ativa admite não recorrer sempre ao uso do preservativo.
No ano transato, 88,4% diz ter utilizado este método contracetivo na primeira relação sexual, de forma a evitar uma gravidez, número que diminuiu, comparativamente aos 97% registados em 2008.
Os resultados deste estudo indicam, ainda, que 59% dos estudantes dizem usar a pílula e 24% optam por interromper o coito, o que se traduz numa maior preocupação em evitar uma gravidez, face à preocupação no que diz respeito às doenças sexualmente transmissíveis.
Seja entre rapazes e raparigas, a maioria dos jovens não pede ajuda, nem fala com alguém quando tem dúvidas ou problemas, com 61,9% dos rapazes e 41,2% das raparigas, que quando o fazem, recorrem sobretudo aos amigos e às mães.
Maria Manuel Vieira, uma das coordenadoras da investigação, fala num menor conhecimento da sexualidade face a 2008, numa altura em que existia «um foco muito acentuado nas questões da SIDA».
Cerca de 27% dos jovens admite ter um «conhecimento mau» face aos contracetivos e às DST, sendo que as raparigas revelam ser mais informadas sobre as questões da sexualidade, com cerca de 31% das jovens a terem um «conhecimento muito bom», contra 17,5% dos rapazes.
O estudo revela ainda que a gravidez é uma das principais dúvidas entre os jovens que responderam ao inquérito, cuja média de idades se situa nos 16 anos e que o uso da pílula na primeira relação sexual aumentou, com mais de 26% das raparigas a admitirem o seu uso, bem como a prática do coito interrompido.
O preservativo permanece o contracetivo mais usado na primeira relação sexual com um parceiro, com mais de 92% raparigas contra 88,4% dos rapazes.
Apresentado pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, juntamente com a Associação para o Planeamento da Família e o Centro Lusíada de Investigação em Serviço Social e Investigação Social, este estudo resulta de um inquérito online que reuniu 2 319 respostas de alunos do 10.º e 12.º anos de escolaridade.
















