O incêndio de Vouzela deixou, esta sexta-feira, duas pessoas feridas com gravidade, um homem de 55 anos que sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau, e um de 34 anos, com um traumatismo craniano, que caiu de uma viatura quando transportava água.
Os dois feridos tiveram de ser retirados por helicópteros do INEM para unidades hospitalares próximas.
Segundo o Presidente da Câmara Municipal de Vouzela, Carlos Oliveira, existem «várias frentes ativas, num perímetro muito grande, uma extensão enormíssima». A preocupação é «perímetro e a grande quantidade de pontos quentes que ainda existem».
«Neste momento, temos uma frente que está a ser redirecionada para Cercosa, não em direção à povoação, dado que ainda está a alguns quilómetros de distância, existe outra em Rebordinho, ambas na freguesia de Campia, e depois temos a frente de São João do Monte, no concelho de Tondela, que está a gerar também muita preocupação», explica o autarca em declarações à RTP.
Quanto aos hectares já consumidos o balanço está já acima dos 10 mil, mas «hoje temos muito mais, sem que consiga quantificar», acrescentar Carlos Oliveira.
«Os meios estão concentrados nas frentes que geram mais preocupação, esperamos que as condições meteorológicas, principalmente o vento, permitam que os meios aéreos possam ajudar no combate a fim de debelar estas frentes», finaliza o Presidente.
Às 10h32 de sábado, 4 de julho, estão no terreno 1129 operacionais, acompanhados por 373 viaturas e oito meios aéreos.
Recorde-se que este incêndio começou às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra e propagou-se depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro.
















