Na sequência da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26) a decorrer em Glasgow, até ao dia 12 de novembro, a DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor apela aos Municípios que envolvam os consumidores na discussão e na implementação dos planos de adaptação às alterações climáticas, permitindo, assim, um trabalho ativo e conjunto da comunidade na transição para uma economia neutra em termos de carbono.
«Os consumidores têm demonstrado um interesse crescente em contribuir pessoalmente para a transição ecológica e muitos fizeram já mudanças profundas nos seus hábitos e comportamentos de consumo, desde a alimentação ao tipo de transporte utilizado e à redução energética das suas habitações», esclarece a DECO.
Neste sentido, é importante que os consumidores conheçam o resultado das suas ações e os respetivos impactos positivos na sua comunidade e no meio ambiente. Para isso, a DECO defende que os planos sejam implementados de forma coordenada com os objetivos nacionais e internacionais, tendo em vista o desígnio definido no Acordo de Paris.
Ao mesmo tempo, a organização considera que os municípios, através das juntas de freguesia, monitorizem, calculem e divulguem a Pegada Ecológica da sua área de intervenção, demostrando a ação das alterações climáticas junto dos consumidores, de modo a atualizar e adaptar os impactos dos estilos de vida e padrões de consumo da sua comunidade no ambiente.
A DECO apela, ainda, que as autarquias que não tenham aprovado os respetivos planos de adaptação às alterações climáticas, o façam rapidamente, definindo estratégias de transição em áreas fulcrais como: a Habitação, a Mobilidade, o Uso dos Solos, a Gestão Hídrica e os Resíduos.
















