Cientista Elvira Fortunato vence Prémio Pessoa 2020

11/03/2021 16:42

Licenciada em Engenharia de Materiais, catedrática da Faculdade de Ciências e Tecnologia e vice-reitora da Universidade Nova de Lisboa, Elvira Maria Correia Fortunato, de 56 anos, é a sétima mulher e, também, a sétima cientista, a ser distinguida com o maior galardão atribuído em Portugal à personalidade das áreas da Ciência, Artes ou Cultura cuja obra mais se tenha destacado em cada ano.

Conhecida pelos seus trabalhos nas áreas da chamada eletrónica transparente e eletrónica do papel, Elvira Fortunato concentrou toda a sua investigação numa área pioneira a nível mundial, que permitiu a aproximação da ciência aos objetos do dia a dia, acessíveis a todos. A descoberta do papel como condutor de eletricidade (a partir de material reciclado embebido em óxidos metálicos) permite, por exemplo, a criação de painéis, baterias ou transístores de uso quotidiano. As suas descobertas estão já patenteadas em vários países e são usadas no fabrico de ecrãs ou mesmo de painéis fotovoltaicos em miniatura que permitem, por exemplo, a sua aplicação em guarda-sois capazes de carregar o telemóvel durante uma estadia na praia.

O prémio, no valor de 60 mil euros, é bem menor do que muitos dos que já alcançou, sobretudo quando comparado com as duas bolsas avançadas pelo Conselho Europeu de Investigação, no valor de 6 milhões de euros, que pela primeira vez foram atribuídas a uma equipa de investigação portuguesa.

Num ano atípico, a pandemia mudou a tradição do Prémio Pessoa. O júri, presidido pelo fundador do galardão e do Expresso, Francisco Pinto Balsemão, costuma reunir-se no Palácio de Seteais. Desde a data da sua criação, em 1987, que o Prémio é atribuído em dezembro e anunciado a uma sexta-feira. Mas, dado o agravamento da pandemia, pela primeira vez na sua história o Pessoa foi adiado e só agora, com três meses de atraso, foi anunciado o vencedor. Dado o estado de emergência que vigora no país, a reunião do júri decorreu de forma digital e dirigida, por Pinto Balsemão, a partir de Laveiras, onde se encontra a redação do Expresso e da SIC.

Fonte/foto: Expresso

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