A ameaça do cibercrime aumentou em 2021, destacando-se a cibercriminalidade internacional «altamente organizada» contra alvos digitais portugueses que registaram «um efetivo agravamento» indica o Relatório Anual de Segurança Interna.
«No domínio do cibercrime assinalou-se uma trajetória de incremento da ameaça, nomeadamente quando motivada pela crescente profissionalização da cibercriminalidade transnacional altamente organizada e empenhada em atividades extorsionistas ou de fraude digital que incluíram o ciberespaço português entre a sua superfície de ataque», refere o RASI de 2021, entregue na passada quarta-feira, 25 de maio, na Assembleia da República.
O documento destaca também «o efetivo agravamento de operações de cibercriminalidade internacional contra o tecido digital português, com consequências de crescente visibilidade pública e com um potencial disruptivo das dinâmicas sociais ou económicas, nomeadamente em sede de operações de ransomware».
Em relação à ciberespionagem contra alvos portugueses, o relatório indica que se registou uma «continuidade na ocorrência de ciberataques que visaram comprometer alvos públicos e privados, bem como entidades com relevância estratégica, a fim de exfiltrar informação classificada sensível ou privilegiada».
De acordo com o RASI, tratou-se de uma ameaça «persistente e com a possibilidade de desenvolvimento no que concerne à sofisticação, ao volume e às consequências disruptivas destas ações».
O documento, que foi aprovado no Conselho Superior de Segurança Interna esta quarta-feira, alerta ainda para o fenómeno da desinformação digital, nomeadamente o das plataformas de social media.















