Centro Tecnológico e de Empreendedorismo de Tondela já foi inaugurado

20/12/2025 11:08

Centro Tecnológico e de Empreendedorismo (CTE) de Tondela foi inaugurado na manhã desta sexta-feira (19 de dezembro) pela presidente da Câmara Municipal e pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, numa cerimónia que juntou mais de uma centena de pessoas, entre autarcas, empresários, representantes de associações locais, de instituições de ensino superior da região, entre outros.

O CTE, que representa um investimento de 3,6 milhões de euros apoiado por fundos comunitários do programa Centro 2020, nasceu num antigo armazém da Federação dos Vinicultores do Dão, que sofreu uma profunda remodelação, assim como a área envolvente para acolher esta valência, que promete contribuir para o aumento da competitividade e inovação do concelho e também da região.

O projeto foi desenhado para apoiar o desenvolvimento de projetos de investigação e desenvolvimento (I+D+Y) para empresas dos clusters do concelho (saúde, automóvel, agroalimentar e ambiente). Está, ainda, vocacionado para promover a incubação e aceleração de empreendedores e para desenvolver formação destinada a várias gerações, promovendo a capacitação de jovens e seniores.

Na sua intervenção a presidente da Câmara, Carla Antunes Borges, fez questão de agradecer a todos os autarcas e entidades que estiveram envolvidos no nascimento e desenvolvimento deste projeto que já tem alguns anos e que foi pensado para um edifício histórico, ganhando, deste modo, outra dinâmica.

Composto por vários espaços, o CTE oferece por várias áreas, com salas de reuniões, espaço cowork, salas de formação, laboratório, espaço multifuncional para eventos, uma cafetaria/bar e cinco alojamentos instalados em antigas cubas de vinho.

“Pretendemos que o CTE seja um espaço dinâmico e inclusivo, com um eixo de formação dedicado às novas gerações, promovendo a capacitação de jovens e de pessoas mais velhas, mas acima de tudo queremos que seja um espaço dedicado às empresas e às suas necessidades”, adiantou.

«Queremos acolher e incubar, mas também disponibilizamos um espaço onde as empresas podem formar os seus trabalhadores, os membros da organização, partilhar experiências. Acima de tudo, queremos dar resposta aos clusters principais do nosso concelho», referiu.

O CTE arranca agora em 2025, esperando-se que esteja em pleno funcionamento entre 2027 e 2029, após a conclusão da fase de instalação das empresas e dos laboratórios.

O centro poderá acolher fisicamente duas dezenas de empresas ligadas às áreas da tecnologia, indústria 4.0, energias renováveis e serviços digitais. No total, tem a capacidade para albergar 150 profissionais.

Segundo Carla Antunes Borges, a ideia é que esta nova valência funcione em rede e de forma colaborativa e em parceria com o tecido empresarial local e regional, mas também com as instituições de ensino superior.

Aproveitando a presença do ministro da Economia e da Coesão Territorial, a presidente da Câmara de Tondela deu a conhecer os planos do seu executivo para a criação de uma terceira Zona Industrial Municipal (ZIM). Esta nova Área de Acolhimento Empresarial irá nascer junto ao Planalto Beirão, no Borralhal, na freguesia de Barreiro de Besteiros, sendo mais vocacionada para a área ambiental.

«Estamos nesse momento a desenvolver o `master plan´ desta terceira ZIM. Deixamos aqui já o nosso compromisso firme e claro de que terá uma dedicação muito específica ao cluster do ambiente e que pretende criar uma resposta dedicada às empresas do setor. Entendemos que esta terceira área pode ser uma resposta para a resolução de muitas questões importantes a nível nacional», alegou, defendendo que este novo parque empresarial precisará de uma nova estrada que faça a ligação à ZIM da Adiça e ao IP3, desviando o trânsito das vias municipais.

Carla Antunes Borges parabenizou ainda o Governo por estar a requalificar e duplicar o IP3, uma obra que é “fundamental” para o concelho e para a região, mas também para o próprio CTE de Tondela.

«Isto é dinheiro muito bem empregue»
Já o ministro da Economia e da Coesão Territorial agradeceu à presidente da Câmara o convite para «poder partilhar a inauguração de um edifício que tem esta motivação, que esta história e esta ambição».

Castro Almeida falou, ainda, num “momento bom” da sua vida enquanto governante.

«[Isto] é, justamente, aquilo que o ministro da Economia mais quer, que é crescimento económico e aquilo que o ministro da Coesão Territorial mais quer, que é garantir que o crescimento económico é feito por todo o território», disse.

«Nós queremos crescer e se queremos atenuar as assimetrias de desenvolvimento temos de crescer mais no interior do que no litoral para conseguirmos crescer e diminuir as desigualdades. E, portanto, Sra. presidente foi música para os meus ouvidos ouvir a sua proclamação e a sua ambição a respeito destas instalações», acrescentou.

Castro Almeida defendeu ainda que no próximo quadro comunitário de apoio terá de haver financiamento para estruturas como o CTE de Tondela.

«Temos de financiar as instituições como a Câmara Municipal, que vai ter despesa com esta instalação e nós vamos ter de estimular o investimento que aqui foi feito. Isto é uma despesa corrente que nós devemos, pelo menos nos primeiros anos, ter de apoiar. Isto é uma despesa corrente que é manifestamente investimento. Isto é dinheiro muito bem empregue. Não tenho sobre isto nenhuma dúvida», vincou.

«Se vai aqui instalar 15 ou 20 empresas, se duas, três, quatro ou cinco não derem nada, se conseguir que isto viabilize em dois, três anos 10, 12 empresas, depois, ao fim de dois anos põe-nas na rua e mete cá outras. Isto é um alfobre, é assim que se diz. É um alfobre poderoso para reforçar o tecido económico da região, torná-lo mais tecnológico, mais inteligente e mais capaz de ser competitivo”, argumentou, realçando que o país precisa de “empresas competitivas que consigam competir no mercado global, vender a bons preços e exportar», de modo a pagar melhores salários aos seus trabalhadores.

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