Campanha eleitoral deu prejuízo à direita e à esquerda

23/02/2022 10:49

Os partidos que elegeram deputados têm direito a uma subvenção do Estado para cobrir os gastos de campanha. 20% de mais de sete milhões de euros (7 091 200€) é para repartir entre os oito partidos que vão estar representados no Parlamento. O restante valor – 5 672 960€ – é para ser distribuído em função do número de votos.

O PS é o que tem direito à maior subvenção – 2 707 420€. Como o orçamento de campanha era de 2 450 000€, com a subvenção, o partido consegue pagar todas as despesas de campanha, ficando com um saldo positivo de 257 420€, que será devolvido ao Estado.

O PSD ficou aquém do valor previsto. Fica com um ‘buraco’ nas contas de 181 505€, entre o que recebe (1 873 495€) e a despesa prevista (2 055 000€). O partido desvaloriza a questão, referindo que “o que não for pago pela subvenção será coberto pela angariação de fundos e pelos cofres do partido”.

O CDS é o caso mais sério. Não elegeu qualquer deputado, por isso não tem direito à subvenção de campanha. O orçamento apresentado foi de 350 000€. O partido diz que vai honrar os seus compromissos e que “está a preparar um conjunto de soluções financeiras com base no património e na redução de despesa”. 

À esquerda, há o Bloco e o PCP, que também ficaram aquém do que previam. Os bloquistas recebem 449 582€, mas o orçamento fixava-se nos 610 053€ (-160 471€).

No caso dos comunistas, o rombo estabelece-se nos 251 091€, depois de uma subvenção de 443 909€ e um orçamento de 695 000€.

O Bloco de Esquerda diz que “as despesas terão sido menores que as previstas” e acreditam, por isso, que “os gastos de campanha ficarão próximos da subvenção a que têm direito”. 

O PCP lembra que “as contas ainda não estão fechadas e que o Orçamento é apenas uma previsão”. 

Todos os outros partidos, conseguem, através da subvenção, pagar os gastos da campanha eleitoral.

O partido de André Ventura recebe 614 098€, ficando com um saldo positivo de 114 098€, depois de um orçamento de 500 000€. 

Com uma margem folgada de 92 947€, encontra-se, igualmente, o Iniciativa Liberal, depois de um orçamento de 385 000€ e uma subvenção de 477 947€.

O PAN está, também, acima da linha, em 45 380€, com um orçamento de 228 340€ e uma subvenção de 273 720€.

O partido de Rui Tavares tinha o orçamento mais pequeno, de 48 000€, e recebe uma subvenção de 256 701€, ficando o Livre com uma margem positiva de 208 701€.

As contas foram feitas, ainda sem os votos da emigração do círculo da Europa, que vão ser novamente apurados. Ainda de referir que estes valores nada têm a ver com a verba que os partidos recebem anualmente. Todos os que tiveram mais de 50 000 votos têm direito a uma subvenção, em que cada voto, na urna, representa 2,95€.

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