A Associação Ambientalista Zero avaliou os programas eleitorais dos Partidos com assento parlamentar, nas vertentes do ambiente e sustentabilidade, recorrendo à simbologia dos semáforos para os classificar.
Francisco Ferreira, Presidente da Associação, explica que o CDS e o Chega «não pronunciaram praticamente nada sobre as questões do ambiente e da sustentabilidade e, nestes casos, considerámos que os semáforos estavam fundidos. Não tem qualquer luz, nem orientação».
«Depois há uma coincidência entre a CDU, Iniciativa Liberal, PS e PSD com semáforos amarelos. Significa que há um conjunto de elementos que estão muito alinhados com as nossas ideias, por exemplo, nas alterações climáticas, economia circular, agricultura e floresta, mas também há aspetos que nos levam a alertar para o facto de termos precaução, porque há elementos que não vão na direção que achamos melhor», acrescenta Francisco Ferreira.
Da análise global dos programas eleitorais na área do ambiente, bem-estar e sustentabilidade, a Associação Ambientalista Zero atribuiu luz verde ao Bloco de Esquerda. «Boas propostas, mas a economia circular e uma verdadeira Avaliação de Impacto Ambiental fez com que tivesse de acelerar antes do semáforo mudar», considera a Zero sobre os bloquistas.
O CDS-PP acabou com o semáforo fundido porque «o compromisso com a natureza referido como “A defesa do ambiente faz-se no campo, não se faz nas cidades” ignora por completo a necessidade de um modo diferente de reposicionar a sociedade e a sua maneira de ver o mundo», explicam.
Quem também está de semáforo fundido é o Chega que, no entender da Zero, «o ambiente está simplesmente ausente do programa».
Já a CDU tem o semáforo amarelo porque «o ambiente é importante e aparece no programa, mas é secundário face ao trabalho e à indústria».
Também com o semáforo amarelo surge a Iniciativa Liberal. «Boas ideias em vários pontos, mas será difícil ligar com os intangíveis do ambiente num sistema mais liberal», aponta a Zero.
O Livre tem luz verde porque «defende o ambiente, mas falha nalgumas questões importantes», o mesmo resultado para o PAN com «uma verdadeira defesa do ambiente com medidas específicas e muito completas».
O PS tem o semáforo amarelo, pois, o seu programa «mantém o já estabelecido e os planos já em aplicação, não antecipando metas, mas a ideia do ambiente e da sustentabilidade surge como algo importante». O mesmo acontece com o programa do PSD: «Ideias bem definidas, mas falta ambição e a mudança do paradigma apenas económico para uma verdadeira mudança».
















