Devemos enaltecer todos aqueles que se dedicam a exercer a sua atividade profissional no setor social, nomeadamente: nas Estruturas Residenciais Para Pessoas Idosas (ERPI), nos Serviços de Apoio Domiciliário, nos Centros de Dia e de Noite, nas Creches ou Jardins de Infância, nas Unidades de Cuidados Continuados, nos Lares Residenciais, nas Unidades de Apoio a Pessoas com Deficiência, nas Unidades de Apoio a Pessoas com Demência, entre outras valências que prestam serviços aos públicos mais vulneráveis.
Com serviços personalizados e, na sua maioria, a funcionar 24 horas por dia, 365 dias por ano, são precisos profissionais dedicados e com enorme espírito de humanidade, preparados para prescindir de momentos especiais com as suas famílias (Natal, Páscoa, aniversários, entre outros), em prol daqueles que mais precisam. As pessoas não são máquinas, nem objetos, e os seus cuidadores necessitam de uma formação capaz de atender a todas as necessidades, sejam elas físicas ou mentais. Não é possível desligar um botão e/ou fazer um “reset”. Os trabalhadores do setor social vivem e sentem os outros, imbuídos num espírito de família.
Um cuidador do setor social que preste serviços nas Estruturas Residenciais, independentemente da categoria profissional, infelizmente pode ser “maltratado” por aqueles que não se encontram cognitivamente íntegros. Contudo este profissional responde (ou deve responder) com paciência e empatia, ignorando os insultos, sempre com a ternura desejável para acalmar aqueles de quem cuidam.
Os cuidadores têm de ser pessoas pacientes, responsáveis e com uma enorme capacidade de servir as pessoas que mais precisam.
Os salários nem sempre são os mais desejáveis e ajustados à missão que desempenham. As Organizações devem implementar estratégias com benefícios extra para os seus profissionais.
Contudo, para se inverter esta realidade, deve existir um equilíbrio das contas, entre aquilo que os utentes/clientes pagam (ou podem pagar), os apoios do Estado e os custos de funcionamento destas Estruturas, sem ou com fins lucrativos. A história do utilizador pagador não funciona nesta área. É urgente refletir sobre o funcionamento das respostas sociais do nosso país.
É importante valorizar cada vez mais estes profissionais, que começam a faltar em muitas localidades do nosso país. Devemos investir na formação profissional neste setor, numa ótica de revalidação de competências, mas também numa base da formação inicial.
Cuidar dos outros é e será sempre uma profissão muito gratificante.
















