O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou, no passado dia 28 de fevereiro, dados relativos à produtividade dos trabalhadores portugueses e espanhóis.
A notícia foi publicada no jornal online ECO, com o título “Portugueses trabalham mais horas que espanhóis, mas produtividade em Espanha é superior”.
Em média os trabalhadores portugueses trabalham mais uma hora por semana do que os seus colegas espanhóis, 41,3 e 40,4 horas respetivamente. Entre 2013 e 2022, os portugueses trabalharam sempre mais horas por semana que os espanhóis.
Apesar de trabalharmos mais horas, os indicadores de produtividade em Espanha são superiores aos de Portugal.
Produtividade é a eficiência na produção de algo. Trata-se do rendimento ou da relação entre uma determinada quantidade produzida e dos fatores necessários para a obter.
Quando analisamos a produtividade medida pelo Produto Interno Bruto (PIB) face ao emprego, ou seja, a produtividade nominal do trabalho por pessoa, Espanha aproxima-se da média comunitária enquanto Portugal não chega a atingir 70% da média da União Europeia.
Analisando a produtividade medida pela relação entre o PIB per capita e as horas, Espanha continua à frente, acima dos 90% da média da UE, Portugal fica quase 30 pontos abaixo da média comunitária.
Como consequência, o PIB per capita em Espanha foi sempre superior ao de Portugal entre 2013 e 2022.
Entre 2019 e 2023 o salário mínimo aumentou mais em Portugal (23,9%) do que Espanha (19,3%), mas continua a ficar abaixo dos valores espanhóis. O salário mínimo em Espanha foi de 1.080 em 2023, subindo para 1.134 euros em 2024, enquanto em Portugal passou de 760 euros para 820 euros em 2024.
No que respeita à qualificação dos trabalhadores, a proporção de empregados com instrução de nível superior é muito mais elevada em Espanha.
Em 2022, Espanha registou a taxa de desemprego mais elevada da União Europeia (12,9%). Portugal registou uma taxa de desemprego de 6,0%. Apesar da taxa de desemprego mais elevada, o tempo de permanência no desemprego do trabalhador espanhol é muito inferior ao do trabalhador português, sinónimo de flexibilidade e produtividade.
A produtividade está diretamente relacionada com o nível de salários e instrução.
Em Portugal trabalhamos muito, mas produzimos pouco e por consequência temos baixos salários.
Num país com uma economia saudável e competitiva, o aumento dos salários não pode ser decretado, tem de resultar de ganhos de produtividade.
Fonte: Jornal online ECO
Pedro Silva













