ARTIGO DE OPINIÃO: A pobreza extrema no mundo

16/01/2022 18:30

O Banco Mundial divulgou no final de 2021 o estudo “Pobreza e Prosperidade Compartilhada”, sobre a pobreza extrema e sua evolução no mundo.

Viver em pobreza extrema significa viver com menos de US$ 1,90 por dia.

O estudo conclui que, em 2020, a pobreza extrema global aumentou pela primeira vez em mais de duas décadas. Durante os últimos vinte anos (1990 – 2020), estima-se que mais de mil milhões de pessoas saíram da pobreza extrema.

A crise pandémica e económica originada pela COVID 19, poderá levar 150.000 milhões de novas pessoas a cair em pobreza extrema, o que representa cerca de 1,4% da população mundial.

Segundo o estudo, a Covid-19 não é a única responsável pelo agravamento da situação. O relatório aponta os conflitos e as mudanças climáticas como fatores importantes.

Antes da pandemia, por causa dos conflitos globais e das mudanças climáticas, o progresso na redução da pobreza global já estava mais lento. Entre 1990 e 2015, a pobreza global caiu cerca de um ponto percentual por ano. Esse ritmo diminuiu para menos de meio ponto percentual por ano entre 2015 e 2017.

Se não fosse a Covid-19, a taxa de pobreza provavelmente teria caído para 7,9% em 2020. Com a pandemia, este valor ficará entre 9,1% e 9,4% da população global, valor semelhante ao registado em 2017.

Dentre os novos pobres do mundo, 82% vivem em países considerados de rendimento médio.

A solução para este problema passará por ações e programas políticos, que promovam uma recuperação económica inclusiva, para combater os ciclos de maior desigualdade de rendimento e menor mobilidade social entre os mais pobres, provocados pela COVID 19.

Segundo o novo estudo do Banco Mundial, os países têm de preparar-se para uma economia diferente na era pós-Covid19, permitindo que o capital, a mão-de-obra, as competências e a inovação alcancem novos negócios e setores económicos e sociais.

Citando um velho proverbio chinês:

“Se vires alguém com fome não lhe dês um peixe. Dá-lhe uma cana e ensina-o a pescar.”

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