APAV regista perto de 2 mil atendimentos e denúncias relacionadas com cibercrime

07/02/2022 16:30

A Linha Internet Segura, gerida pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) desde 2019, e que visa prestar apoio nas vertentes de denúncia de conteúdos ilegais na internet relacionados com tecnologia e cibercrime, registou no ano que passou mais de 1 600 processos de atendimento e denúncias.

Na sequência do Dia da Internet Mais Segura, que se assinala na próxima terça-feira, dia 8, a APAV divulgou as estatísticas relativas ao ano transato da Linha Internet Segura, que registou 1 626 processos com um «grande aumento» nos contactos que denunciam formas de violências associados à ameaça de partilha de conteúdo íntimo.

Foram identificadas 134 situações referentes a situações de ‘sextortion’, forma de violência em que a vítima é coagida a enviar mais conteúdo íntimo ou quantias em dinheiro, para evitar que imagens ou vídeos íntimos sejam disseminados.

A APAV fala de um «contínuo crescimento da denúncia de conteúdos de abuso sexual de menores e de discurso de ódio online» e refere que, desde o início da pandemia, estas formas de violência são as que mais têm aumentado, quer a nível nacional quer mundial.

Grande parte do material de abuso sexual de menores online é auto-produzido «por parte de crianças e jovens, que muitas vezes é conseguido através de manipulação perpetrada por adultos (grooming), sendo depois esse conteúdo comercializado”, alerta a APAV.

Foram contabilizadas 1 929 imagens identificadas como conteúdo de abuso sexual de menores e houve 40 denúncias de conteúdos de abuso sexual de menores alojados em Portugal.

O perfil da vítima, definido após o pedido de apoio, indica que quem mais ajuda pediu (50) tinha entre os 35 e os 44 anos. A linha recebeu 39 pedidos de apoio de vítimas que tinham entre 11 e 17 anos de idade. No total, foram 454 as pessoas a pedir ajuda.

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