Ao longo de três dias, LUGAR FUTURO encheu a sala do IPDJ de dança e oportunidades

15/11/2021 12:32

Chegou ao fim a segunda edição do Festival Internacional de Dança Jovem – LUGAR FUTURO, que durante três dias, trouxe a palco, uma mistura de dois universos, o da formação e o profissional.

Do programa fizeram parte três escolas, divididas por cada dia do evento. Além da Escola Lugar Presente, entidade organizadora do festival, foram convidadas a Ana Maletic School of Contemporary Dance Zagreb (HR), da Croácia, e a Escola da Companhia de Dança de Almada.

A par dos alunos finalistas dessas escolas, participaram jovens coreógrafos e intérpretes profissionais com a apresentação das suas primeiras obras. Os artistas foram selecionados através de um concurso internacional, ao qual se candidataram perto de 40 propostas, oriundas de cerca de 11 países da Europa e África. Dessas, apenas seis conseguiram lugar no palco do IPDJ de Viseu: duas portuguesas, três italianas e uma alemã.

O LUGAR FUTURO pretende, nas palavras do produtor do festival, Albino Moura, criar novas oportunidades aos alunos e proporcionar-lhes uma melhor visão do mundo profissional, através do «cruzamento de experiências entre o universo profissional e o universo da formação». Ao mesmo tempo, o evento permite que «o público também possa usufruir daquilo que são as novas tendências e novas ideias na área da dança».

Além dos espetáculos, decorreram três masterclasses, numa perspetiva de partilha entre escolas de dança, alunos, professores, criadores e intérpretes e, ainda, um debate onde foi possível refletir sobre a atualidade da dança contemporânea em Portugal e no resto do mundo, e perspectivar o que esta poderá vir a ser no futuro.

Tal como o nome indica, a ideia do festival é «dar espaço ao futuro, dar oportunidade para que este possa acontecer», desvendou Albino Moura.

Para o Produtor, esta iniciativa proporciona a visibilidade e oportunidades necessárias para que os jovens alunos se possam mostrar e testar as suas capacidades interpretativas e criativas. Por outro lado, é também uma forma de trazer mais público para a área da dança, que em Viseu ainda tem «muito caminho a percorrer».

«Temos tido as salas sempre cheias, ou seja, há muita curiosidade à volta deste festival e nós estamos muitos felizes por isso», confessa o produtor, quando questionado sobre o balanço do fim de semana.

A plateia teve, também, um papel ativo no festival, uma vez que, no final de cada espetáculo, era convidada a votar na sua peça preferida. 

À semelhança da edição passada, todos os espetáculos foram transmitidos em live streaming, o que permitiu chegar a mais pessoas, dando também oportunidade ao público, que não pôde estar presente, de assistir.

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *