A programação para os próximos meses do Teatro Viriato conta com espetáculos que passarão pela ópera, por projetos de teatro jovem e até festivais de dramaturgia.
Já à semelhança do ano que passou, o Teatro assumiu agora em 2022 um tema agregador sob o qual assentam os espetáculos: os elementos naturais (água, ar, fogo, terra e éter).
«A escolha dos quatro elementos +1 é um convite para o público assistir a um concerto, a um espetáculo, a uma coreografia, sem perder de vista a matéria de que são feitos os corpos, as vozes, os movimentos, as ideias, o tempo – Ar, Terra, Água, Fogo e Éter. Cada criação artística é, por um lado, uma tentativa de aceder ao princípio mais elementar de tudo, procurando a matéria-prima de tudo, e, por outro, é o exercício de desenhar o futuro. A Arte é uma forma de renovar o encontro com o mistério, prestando-lhe atenção sem o querer desvendar. Um encontro com a beleza sem a medir. Com o Tempo sem o aprisionar. Com a Verdade sem as distorcer. Um encontro com o Ar. Terra. Água. Fogo. E o Éter.», justifica a instituição.
Em fevereiro, na próxima sexta-feira, dia 11, arranca a ópera de câmara O Homem dos Sonhos, com música e libreto do compositor António Chagas Rosa, um dos mais relevantes compositores portugueses da atualidade, inspirado no conto homónimo de Mário de Sá-Carneiro;
Segue-se o projeto do Teatro Viriato com coordenação de Sónia Barbosa, Noite Fora: Leitura e Conversas sobre Teatro, a 16 de fevereiro;
A 18 de fevereiro, é lançado o Festival-Livro do Festival Encontros de Novas Dramaturgias. «Uma edição que irá permitir aos espectadores-leitores conhecer obras de teatro, dança e performance que foram criadas entre os finais de 2019 e 2021», avança o Teatro;
No seguimento do âmbito do Festival Encontro de Novas Dramaturgias, o Teatro acolhe, a 19 de fevereiro, a performance Missed-en-Abîme, de Rogério Nuno Costa;
O mês termina com outra estreia, a 26 de fevereiro, promovida pelo coletivo Bestiário e por Manuel Abrantes, denominada de Lumina, que «falará sobre luz, rapidez, ruído, mas também do inconformismo, ao propor um caminho diferente para o processo artístico», revela a organização;
Na galeria do Palácio do Gelo Shopping acontecerá a exposição Memória Futura II, com fotografias de Carlos Fernandes e de Raquel Balsa.
O mês de março inicia com o Festival Hans Otte: Sound of Sounds, dedicado à obra do artista e compositor alemão Hans Otte, com curadoria de Ingo Ahmels e da pianista Joana Gama. Algumas das datas relevantes do festival serão entre 4 de março e 8 de abril, que albergará uma exposição; um concerto a 4 de março; e a estreia mundial de uma peça de teatro musical já no mês de abril, a dia 8;
Na dança, a iniciativa de formação com a Companhia Paulo Ribeiro manter-se-á e o Teatro acolherá um Laboratório com o coreógrafo Amos Ben-Tal, dedicado a estudantes e profissionais da área da dança maiores de 16 anos, dias 5 e 6 de março;
O K Cena – Projeto Lusófono de Teatro Jovem ocupará novamente o palco a 10 e 11 de março, desta vez com textos do escritor Gonçalo M. Tavares e encenação de Graeme Pulleyn;
O circuito de concertos internacionais arranca com o concerto The Microphones, a 13 de março, do músico norte-americano Phil Elverum, única data em Portugal;
O encenador Nuno M Cardoso estreia em Viseu Orgia, dias 18 e 19 de março, de Pier Paolo Pasolini, uma tragédia contemporânea que conta com a interpretação de Albano Jerónimo, Beatriz Batarda e Marina Leonardo;
Sofia & Vitor Roriz, depois de uma passagem pelo NANT – Encontro de Dança Contemporânea, regressam em março ao Teatro Viriato com Sons Mentirosos Misterioso, nos dias 25 e 26 de março;
O mês termina com o trabalho de auto-teatro, Not to Scale, de Tim Etchells e Ant Hampton, nos dias 27, 29 e 30 de março alargando-se até ao dia 2 de abril.















