Viseu acolhe nova edição do Festival “Que Jazz É Este?” com foco na criação comunitária

25/05/2026 15:47

Viseu volta a ser o palco do Festival “Que Jazz É Este?”, que celebra a sua 14.ª edição entre os dias 8 e 19 de julho. O evento mantém o acesso gratuito a toda a programação, sugerindo um contributo consciente por parte do público. 

Nesta edição, o festival volta a sair dos locais habituais para levar a música à comunidade, criando um ponto de partilha onde o jazz se mistura com outras artes e é direcionado para todos os públicos.

O cartaz deste ano continua a crescer com novas confirmações, que se juntam aos nomes já partilhados: Maria Luiza Jobim, Azul Piscina e ainda o 18.º Workshop de Jazz de Viseu.

A 8 de julho, o festival arranca com uma das suas iniciativas mais emblemáticas: o Jazz ao Domicílio. Desta vez, a dixieband Chinfrim vai levar a música ao Departamento de Psiquiatria do Hospital de Viseu, ao Internato Dr. Vítor Fontes e ao Estabelecimento Prisional de Viseu. É uma «forte aposta na proximidade, que pretende quebrar barreiras e partilhar a energia do jazz com públicos que habitualmente não têm acesso a estes espetáculos», explica a organização.

No domingo, 12 de julho, o “Que Jazz É Este?” ruma à aldeia de Várzea de Calde para uma tarde que une a comunidade local, o território e a arte contemporânea. 

A programação arranca com uma oficina de videoarte conduzida pela artista plástica Beatriz Rodrigues. Seguem-se as atuações da dixieband Chinfrim e do projeto Três Tempos, que é uma iniciativa do Teatro Viriato, orientada pelos músicos Xullaji e Bruno Pinto. Este espetáculo leva a palco nove jovens da região, resultando de um processo de criação colaborativa que reflete sobre o mundo que os rodeia.

Na terça-feira, 14 de julho, a música sai ao encontro das rotinas da cidade com o Jazz na Rua. A feira semanal de Viseu vai ser surpreendida por um concerto ambulante, protagonizado pelos alunos da Escola Profissional da Serra da Estrela, numa iniciativa que infiltra o jazz no quotidiano e transforma o espaço público num palco improvisado.

O grande “pico” da programação arranca oficialmente a 17 de julho, nos claustros do Museu Nacional Grão Vasco. Pelas 21h30, a cantora e compositora portuense Vera Morais (atualmente a residir em Amesterdão) apresenta Eupnea. Este projeto explora a voz como um espaço de invenção e respiração, prometendo um concerto intimista e com uma forte identidade sensorial.

O espaço Carmo’81 volta a ser o ponto de encontro das tradicionais jam sessions, um palco aberto à improvisação que junta músicos consagrados, estudantes e curiosos de várias gerações. A noite de dia 16 arranca com o coletivo Batalha da Visa, acompanhado ao vivo pela nova vaga de músicos da Gira Sol Azul. Já no dia 17, cabe aos Santa Combo, do Conservatório de Música e Artes do Dão, dar o mote para mais uma jornada de partilha e espontaneidade musical.

Para os dias 18 e 19 de julho, fica a promessa de grandes momentos no coração da cidade, sendo que a programação detalhada para o Parque Aquilino Ribeiro será desvendada muito em breve.

O Festival “Que Jazz É Este?” não nasce para responder à pergunta que transporta no nome, mas sim para a reinventar ano após ano, concerto após concerto e encontro após encontro. 

Toda a programação vai sendo atualizada no site oficial: https://quejazzeeste.com/.

/Foto/Luís Belo/


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