O salário mínimo nacional vai subir para 920 euros em 2026, um aumento de 50 euros
face a 2025, sendo que estão previstas atualização de 50 euros em 2027 e 2028, ano
em que atingirá os 1020 euros.
Pedindo desculpa, vou repetir no artigo deste mês, ideias e reflexões partilhas com os
leitores no artigo do mês de outubro de 2024.
Para começar, os aumentos de salários não se decretam.
O aumento dos salários no Estado e nas empresas apenas pode ser feito através de
ganhos de produtividade, produzindo mais com menos custos. Os ganhos de eficiência
proporcionam aumento das margens de lucro o que permite aumentar salários.
O aumento de salário é atribuído em função do mérito do trabalhador.
Se produz mais ou se é mais eficiente. A certeza que o salário vai aumentar no início de
cada ano, cria apatia e acomodação. As empresas e os países crescem e criam riqueza
com ambição e vontade de fazer mais, melhor, diferente e com inovação.
Aumento de salário não é sinónimo de mais dinheiro na carteira.
As empresas trabalham com margens apertadas e não conseguem suportar os
aumentos de salários impostos por decretos. Por consequência, têm que repercutir
aumento dos salários no preço final dos seus produtos, o que se traduz em aumento
da inflação. Para o controlo e redução da inflação só existe uma medida eficaz: o
aumento das taxas de juro. Consequência: diminuição do dinheiro disponível no final
do mês.
Aumenta o salário mínimo e por consequência aumenta também o salário médio, por
uma questão de justiça e paz social nas empresas. Mais gastos para as empresas, mais
o preço final dos produtos e serviços tem que aumentar.
Para finalizar, a subida dos salários por decreto é um aumento encapotado de
impostos.
Aumentam as receitas para a segurança social, por via do aumento do salário mínimo e
do salário médio, e as receitas do IVA resultante do aumento dos preços da venda dos
bens e serviços.
Reflexo que Portugal continua a ser um país distributivo, em vez de se tornar
definitivamente um país competitivo.
















