Uma equipa multinacional e transdisciplinar constituída por investigadores japoneses e espanhóis deslocou-se recentemente à Anta da Arquinha da Moura, localizada na freguesia de Lajeosa do Dão.
O grupo realizou levantamentos com scan de laser e scan ótico que permitirão criar modelos tridimensionais deste monumento megalítico que conserva parte das suas milenares pinturas.
Além da importância do ponto de vista do conhecimento do próprio túmulo, estes levantamentos de precisão serão utilizados no desenvolvimento de uma nova área, denominada por Arqueologia Cognitiva.
Os modelos desenvolvidos a partir destes estudos serão apresentados a pessoas que nunca viram a Arquinha da Moura para registar, com aparelhos neurológicos, de que forma o cérebro reage ao estímulo de se entrar na câmara de um sepulcro milenar e aos motivos pintados nos esteios.
Tal como a Anta da Arquinha da Moura, também o Dólmen de Antelas, em Oliveira de Frades, foi analisado por estes investigadores estrangeiros.
A equipa era constituída por Fujita Haruhiro (Niigata University of International and Information Studies), Kai Tateuchi (Tohoku University), Kawano Kazutaka e Yamamoto (Tokyo National Museum) e por Fernando Carrera Ramírez e Julia Armesto González (Universidade de Vigo).
















