A Cáritas Diocesana de Viseu vai recuperar quatro casas de habitação degradadas, que pertenciam à Fundação D. José da Cruz Moreira Pinto. Estas estão localizadas no bairro próximo ao Seminário das Missões, que irão fazer parte da Bolsa Nacional de Alojamento Urgente e Temporário. Também a mudança de instalações da atual creche é um projeto ambicionado pela instituição.
O Diácono Felisberto Marques, presidente da Cáritas Diocesana de Viseu, anunciou, em conferência de imprensa, que, estas casas terão como finalidade alojar 16 pessoas, integradas na Bolsa Nacional de Alojamento Urgente e Temporário.
As habitações serão destinadas a vítimas de violência doméstica, refugiados e pessoas sem-abrigo.
«Adquirimos essas quatro casas e fizemos a candidatura ao Plano de Recuperação e Resiliência Português (PRR) e foi aprovada. Estamos, neste momento, a realizar o concurso público para escolher o empreiteiro que há de fazer a obra», explicou Felisberto Marques.
De acordo com o presidente, as casas deverão estar disponíveis para serem habitadas no prazo de um ano e o investimento é superior a 350 mil euros, com apoio de 80% do PRR.
Em declarações aos jornalistas, Felisberto Marques deu ainda a conhecer outro projeto ambicioso da Cáritas: a mudança de instalações da creche localizada atualmente na sede da instituição, essencialmente por questões de segurança. O projeto já está feito e, neste momento, está apenas por definir um local para a construção de raiz de novas instalações. «Achamos que não é a melhor localização, uma vez que funciona no primeiro andar do edifício e não estamos livres de haver ali um acidente», explicou, exemplificando que existem vários constrangimentos em caso de situação de emergência que obrigue a uma evacuação.
Outra das razões apresentada por Felisberto Marques, prende-se com a melhoria de condições de conforto e de segurança que serão dadas às crianças. Com esta mudança, a Cáritas vai aumentar a capacidade de oferta de 25 para 42 vagas, num investimento de cerca de 150 mil euros. A candidatura para apoio será feita até ao final do mês de março para também vir a ter um apoio de cerca de 80% do PRR.
Foto/Cáritas Viseu















