Em mais uma edição, que decorreu entre 16 e 19 de agosto, refletiu-se sobre a importância da transição agroecológica para a sustentabilidade dos sistemas alimentares e propôs-se a apresentação de um manifesto em resultado desta experiência partilhada com agricultores, técnicos e investigadores, consumidores e representantes do poder local.
Durante 4 dias, participantes de todo o país, visitaram e partilharam projetos agroecológicos em Viseu, onde se incluíram agricultores familiares (Salete Dias na Lobagueira, Viseu, e Alice Marques em S. Pedro do Sul), projetos de inclusão social pelas artes e agricultura (Horta de Deméter em Viseu), produtores biológicos e comunidades de suporte à agricultura (Angela Abreu em S. Pedro do Sul, Quinta do Arminho em Mangualde), a Bioregião de S. Pedro do Sul e o Mercado de Produtores de S. Pedro do Sul, mas também diversas experiências ao nível do consumo sustentável, como o Polo Gastronómico de Viseu, Grão a Grão, Sabores do Sul.
Na Escola de Verão “Agroecologia e Sistemas Alimentares Sustentáveis”, os agricultores ocuparam o espaço de fala e foram os verdadeiros professores. “Adoro, amo o campo, amo a natureza… devemos sempre ensinar aos meninos ….. onde as coisas são criadas e como são criadas…. “, diz a D. Salete, agricultora desde sempre, e desta vez no centro da espaço de fala – a Casa da Deméter.
A Escola terminou com a generalização de que importa defender uma “alimentação digna para todos“ e criar “uma plataforma para falarmos em rede”, o que constituem caminhos que os participantes assumiram percorrer a partir do pilar da agroecologia na transição para sistemas alimentares mais sustentáveis.
A terceira edição da Escola de Verão Agroecologia e Sistemas Alimentares Sustentáveis, organizada pela Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viseu, teve como parceiros o Projeto Erasmus + MedCaravan e a Associação Nova Acrópole, e contou com o apoio das Câmaras Municipais de Viseu e de S. Pedro do Sul e da Junta de Freguesia de Viseu.















