No cumprimento do estabelecido do seu plano de modernização, como já tinha sido avançado pela IP, a Linha da Beira Alta estará encerrada à circulação ferroviária a partir do dia 19 de abril, próxima terça-feira, por um período estimado de nove meses.
Tratando-se de um encerramento «imprescindível face às características técnicas dos trabalhos a realizar em diversos locais ao longo do troço», a necessidade de encerramento integral da linha é justificada ainda pelo facto de se tornar impraticável executá-los «mantendo a circulação ferroviária, mesmo que de forma condicionada».
A interdição total permitirá garantir «a segurança dos trabalhadores em obra» levando a «importantes ganhos no encurtamento dos prazos de execução, poupanças ao nível dos encargos e forte mitigação dos transtornos provocados aos utilizadores».
A IP garante ainda que, no início do próximo ano, os utilizadores da Linha da Beira Alta «passarão a dispor de um serviço de transporte ferroviário de maior qualidade, conforto, segurança e ambientalmente sustentável».
Durante o período de interrupção, serão disponibilizados transportes rodoviários alternativos aos clientes da Comboios de Portugal (CP).
Nas últimas semanas, a IP e a CP promoveram reuniões com as autarquias da região Centro que são servidas pelo transporte ferroviário na Linha da Beira Alta, tendo sido dadas informações sobre o desenvolvimento das empreitadas em curso e apresentadas as alternativas de transporte de passageiros criadas pela CP, que «vão garantir às populações destes municípios a manutenção de um serviço de qualidade».
Atualmente, estão em execução no terreno trabalhos de requalificação integral e modernização em cerca de 190 quilómetros da Linha da Beira Alta, divididos pelas seguintes empreitadas: Pampilhosa – Santa Comba Dão (34 quilómetros) e Construção da Concordância da Mealhada: ligação com 3,2 quilómetros, entre a Linha do Norte e a Linha da Beira Alta – valor de adjudicação 75M€; Santa Comba Dão – Mangualde (45 quilómetros) – valor de adjudicação 57,6 milhões de euros; Mangualde – Celorico da Beira (35 quilómetros) – valor de adjudicação 68 milhões de euros; Celorico da Beira – Guarda (46 quilómetros) – valor de adjudicação 54 milhões de euros; Cerdeira – Vilar Formoso (25 quilómetros) – valor de adjudicação 43 milhões de euros; empreitada entre a Guarda e Cerdeira, concluída, com 14 quilómetros, com um investimento de 8,7 milhões de euros.
A estes montantes somam-se os valores relativos a projetos, fiscalização, sinalização, materiais, entre outros, prevendo-se um investimento global na ordem dos 500 milhões de euros.
Fonte da imagem: Infraestruturas de Portuga (IP)
















