Em 2017, ano em que a região de Viseu recorreu a camiões-cisterna para o transporte de água, de forma a garantir o abastecimento à população, fazia-se contas à possibilidade de uma nova barragem ser construída.
Já em 2022, os autarcas do distrito de Viseu continuam a pedir contas ao Governo, que não chegou a concretizar a promessa, uma vez que a barragem de Fagilde está condicionada, funcionando apenas por mais cinco meses.
Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu, em entrevista à SIC Notícias, admite que «claramente, é esconder a situação, se não dissesse que se perdeu tempo até agora. Pode dizer-se que se andou com estudos, mas isso não foi suficiente. A necessidade de definir o problema e a solução da água é tão urgente que nós não podemos perder mais tempo nenhum».
Já Marco Almeida, presidente da Câmara Municipal de Mangualde, fala na necessidade de se avançar com a construção de uma nova barragem: «Há uma certeza que temos. Temos de avançar para a construção de uma nova barragem. O governo tem essa responsabilidade. Nós, há relativamente poucos anos, infelizmente ficámos sem a possibilidade de ser construída nesta região a barragem de Girabolhos e esta é a oportunidade de podermos resolver um problema que afeta estes municípios há muitos anos».
No ponto máximo, a barragem pode abastecer Viseu, Mangualde, Penalva do Castelo e Nelas durante cinco meses.
O processo vem já de 2017 havendo quem defenda que, mesmo sem a união dos municípios, o novo paredão já deveria estar a ser erguido.
«Aliás, a barragem de Fagilde, não é municipal, é da administração central e, portanto, isto é uma competência do governo central, que prometeu, repetidamente, que iria fazer uma nova barragem», acrescenta Fernando Ruas.
O presidente da Câmara Municipal de Mangualde vai mais longe e diz que «estão em cima da mesa várias hipóteses, vários cenários. Estamos a estudá-los. Esperamos que, num curto espaço de tempo, possamos encontrar uma solução que vá ao encontro daqueles que são os desejos das pessoas e aquilo que as pessoas querem é ter água ao melhor preço».
















