CIM Viseu Dão Lafões pede ensino à distância e reforço das equipas de saúde pública

20/01/2021 12:32

Os autarcas da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões estiveram reunidos, esta terça-feira, em sede de Concelho Intermunicipal, onde realizaram “uma análise, profunda, sobre o preocupante momento que se vive”.

Segundo o organismo, nos últimos dias tem-se assistido a um agravamento no número de casos Covid-19, “com particular incidência nas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas, além de diferentes surtos espalhados pela comunidade, sendo que 13 dos seus 14 municípios associados estão classificados no risco extremamente ou muito elevado” e, no Centro Hospitalar Tondela Viseu que atingiu o seu limite, tendo sido já ativado o Hospital de Campanha, localizado na cidade de Viseu.

Desta análise, o Conselho Intermunicipal entende que, “a permanência do funcionamento das escolas no modelo presencial, em nada contribui, para atenuar a mobilidade permanente de pais, professores, alunos e outros profissionais, não concorrendo para o espírito de confinamento, sendo que, ainda acresce, que muitas destas deslocações são realizadas para fora dos seus concelhos de residência”.

A CIM Viseu Dão Lafões remeteu, assim, uma comunicação ao Primeiro Ministro, a solicitar uma “reanálise sobre o modelo de funcionamento das escolas, em particular sobre a possibilidade de ocorrer o ensino à distância para alunos do terceiro ciclo, do ensino secundário e superior, enquanto os rácios de crescimento da pandemia tiverem estes indicadores”, acrescentam.

“Por outro lado, também se constata que as diferentes equipas de Saúde Pública estão exaustas, e não têm recursos humanos para poderem acompanhar, com a celeridade que se impõe, o número crescente de casos. O rastreio epidemiológico é crucial para se estancarem as cadeias de contágio, razão pela qual, os autarcas desta CIM, solicitam, ao Governo da República, um reforço imediato destas equipas”, adianta a CIM Viseu Dão Lafões, em comunicado dirigido aos meios de comunicação social.

Os autarcas desta região pedem, igualmente que, “as forças de segurança tenham um conhecimento atempado das situações em confinamento para melhor auxiliarem nessa missão. No quadro atual, com vários dias de desfasamento, não se conseguem os objetivos pretendidos e que se impõem”.

“Na mesma linha de pensamento, lamenta-se que ao responsável máximo da proteção civil municipal não sejam dados a conhecer os casos em concreto, para que, mais rapidamente, os serviços municipais de proteção civil, assim como os serviços sociais de cada um dos municípios, possam prestar o devido apoio e acompanhamento aos cidadãos”, esclarecem.

Na reunião foi reconhecido o “enorme esforço e abnegação de todos os profissionais de socorro e de saúde” e, deixam um apelo “para que todos observem e respeitem as regras de confinamento e um agradecimento sincero e sentido a todos aqueles, que na primeira linha, combatem esta pandemia”.

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