Em maio deste ano assinalam-se 60 anos da morte de Aquilino Ribeiro. Para a evocação da efeméride, os municípios de Moimenta da Beira, Paredes de Coura, Sernancelhe e Vila Nova de Paiva, em conjunto com a Fundação Aquilino Ribeiro, prepararam um programa nacional de eventos que pretende homenagear o escritor e promover os territórios que são parte da sua geografia de vida.
De maio de 2023 a maio de 2024 estão agendadas mais de duas dezenas de iniciativas de relevância cultural que, para além dos municípios, envolvem a família do escritor, a Universidade de Aveiro, a Universidade de Lisboa (através do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, do Centro de Estudos Geográficos, do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias), da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, o Panteão Nacional e a Bertrand Editora.
No dia 9 de maio, pelas 17h30, será apresentado na Bertrand do Chiado, em Lisboa, o Programa Nacional dos 60 Anos da Morte de Aquilino Ribeiro.
A evocação dos 60 anos da morte de Aquilino Ribeiro marca a primeira vez que os quatro municípios se unem para dar elevação nacional à vida e obra do escritor. Os concelhos das Terras do Demo (Moimenta da Beira, Sernancelhe e Vila Nova de Paiva) e Paredes de Coura, da “Casa Grande de Romarigães”, promoverão ações nos respetivos territórios, assumindo o objetivo comum de celebrar Aquilino, realçar a sua obra e despertar o país para o legado de um dos maiores escritores portugueses do século XX.
De entre o conjunto de iniciativas que irão ser realizadas entre maio de 2023 e maio de 2024, destaque para reedições de obras de referência de Aquilino Ribeiro, que serão prefaciadas por personalidades nacionais, exposições fotográficas, momentos gastronómicos, conversas temáticas, concertos, jornadas sobre turismo literário, congressos, sessões evocativas, ações dirigidas ao público infanto-juvenil e inauguração de espaços dedicados a Aquilino.
Entre Moimenta da Beira (onde Aquilino viveu), Sernancelhe (onde nasceu), Vila Nova de Paiva (onde foi batizado), Paredes de Coura (onde viveu e escreveu a obra emblemática “Casa Grande de Romarigães”) e Lisboa (onde passou grande parte da sua vida), será celebrado o escritor que deixou uma vasta obra, na qual cultivou todos os géneros literários, partilhando com Fernando Pessoa, no dizer de Óscar Lopes, o primado das letras portuguesas do século XX.
Foi sócio de número da Academia das Ciências e, após o 25 de abril, reintegrado, a título póstumo, na Biblioteca Nacional, condecorado com a Ordem da Liberdade e homenageado, aquando do seu centenário, pelo Ministério da Cultura. Em setembro de 2007, por votação unânime da Assembleia da República, o seu corpo foi depositado no Panteão Nacional.
















