20 anos depois do acidente no IP3 que vitimou 14 pessoas

24/03/2021 18:13

Passava pouco das 20h, do dia 24 de março de 2001, um autocarro despistava-se e caía numa ravina junta à Quinta da Memória no IP3, perto de Santa Comba Dão. A viatura vinha do Santuário de Fátima e trazia 40 peregrinos, residentes em Travassós de Cima, na freguesia de Rio de Loba, em Viseu. 

Ocorreram ao local nove corporações de bombeiros: Santa Comba Dão, Mortágua, Tondela, Carregal do Sal, Cabanas de Viriato, Canas de Senhorim, Nelas, Mangualde e Viseu. Juntaram-se também o INEM e o Comando Territorial da GNR de Viseu.

Esta quarta-feira faz 20 anos desde que aconteceu o acidente, que vitimou 14 pessoas e de onde resultaram 22 feridos.

Hélder Mota, atual comandante dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão tinha 27 anos na altura do acidente. 

Quando saiu para o local, acompanhado pela mulher, também bombeira, não sabiam para o que iam. O bombeiro foi um dos primeiros a chegar ao local e relata que “estava muito escuro, e por isso não deu logo para perceber o que estava a acontecer. No momento, em que conseguimos colocar iluminação, percebemos logo a dimensão do acidente. Umas pessoas já estavam mortas, outras ainda se encontravam dentro do autocarro e outras deambulavam pelo local”.

Para Hélder Mota, esta foi uma das situações mais complicadas que já viveu “a nível dos acidentes rodoviários. Recordo-me que o autocarro tinha pessoas de meia idade, mas também um casal de jovens, que me lembro perfeitamente porque foram pessoas que socorri”.

O local do acidente “nunca foi considerado um ponto negro mas já morreram, incluíndo as pessoas do autocarro, mais de 50 pessoas naquele local”, explica o bombeiro. No entanto, dizia-se que na altura “estava a chover e que o autocarro não tinha os pneus em bom estado” e ao fazer a curva à direita “seguiu em frente e capotou para a ravina”, acrescenta.

O IP3 continua a ser uma das estradas mais perigosas de Portugal. “Felizmente, nos últimos anos, não tem havido acidentes de gravidade importante”, conclui Hélder Mota.

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