Os 180 anos do nascimento do escritor e filólogo Cândido de Figueiredo, um dos nomes literários mais importantes do concelho, foram celebrados no último sábado (26 de setembro) com um encontro cultural que decorreu ao longo do dia entre o Auditório Municipal de Tondela e o Museu Terras de Besteiros.
A organização foi da Nova Acrópole e Virtudes Outonais, organizações com ligações a familiares de Cândido de Figueiredo, com o apoio do Município de Tondela.
A iniciativa incluiu conferências, poesia, a apresentação de livros, aparticipação de escolas e uma exposição no Museu Terras de Besteiros que poderá ser visitada até ao dia 24 de outubro.
Na abertura das celebrações, a presidente da Câmara, Carla Antunes Borges, destacou a «importância deste tipo de iniciativas» para o território e elogiou os descendentes de Cândido de Figueiredo pelo caminho que traçaram tendo em vista a «dignificação e partilha do legado daquele que foi um dos mais notáveis homens do concelho».
«Mais importante do que conhecermos quem foi Cândido de Figueiredo é o estamos a transmitir para as gerações futuras o que somos”, continuou, ressalvando que Cândido de Figueiredo, a par de Tomaz Ribeiro foram duas personalidades que nunca esqueceram as suas origens, tendo contribuído para que Tondela fosse “um município enorme e com uma capacidade de atratividade extraordinária e diferenciadora no território».
Inspirando-se na figura e no legado do filólogo, a autarca disse que Cândido de Figueiredo deve ser um exemplo para as novas gerações, ele que não se refugiou na “inevitabilidade de ser de uma freguesia e de um concelho do interior do país (Lobão da Beira e Tondela), foi para fora e deixou um legado magnífico”, provando que a partir de Tondela “é possível marcarmos uma posição no mundo”.
Carla Antunes Borges comprometeu-se ainda a continuar a apoiar eventos destinados à divulgação e promoção da vida e obra de Cândido de Figueiredo, como este que celebrou os 180 anos do nascimento do autor ou o do anopassado, em que foi assinalado o centenário da sua morte.
Também a vereadora da cultura no executivo municipal, Helena Rodrigues, que encerrou os trabalhos no período da manhã, evidenciou a importância de Cândido de Figueiredo para Tondela, concelho que, defendeu, foi “a âncora afetiva da sua vida e obra”.
«Embora tenha vivido e trabalhado em grandes centros urbanos, as suas raízes em Lobão da Beira, onde nasceu, moldaram profundamente o seu percurso”, lembrou, realçando que a comemoração dos seus 180 anos de Cândido de Figueiredo “reafirma a estratégia de Tondela em valorizar o turismo cultural e o património imaterial, transformando a sua figura num símbolo de excelência e inspiração comunitária».
















