O antigo edifício do Orfeão de Viseu, na Rua Direita, surge agora como Ponto Cultural da Rua Direita, «abrindo portas à cidade e à comunidade como espaço de criação, programação e encontro cultural».
A abertura ao público aconteceu ontem à noite, com a apresentação do espetáculo “Um Furo no Tempo”, da CEM Palcos, estrutura que integra o coletivo CAVA e que, desde julho, ocupa e dinamiza este espaço municipal, a par das Associações Ritual de Domingo e Narrativa Magnética.
O espetáculo, com encenação de Graeme Pulleyn, integra o projeto “Diálogos com Gil Vicente” e resulta de um processo de criação a partir da obra “Exortação da Guerra”, do dramaturgo e poeta português, e das histórias recolhidas durante uma residência artística na Freguesia de Santos-Êvos, em setembro de 2025.
O reavivar do antigo Orfeão representa «mais um passo na prossecução da estratégia municipal “Atelier Viseu”, que visa devolver ao concelho espaços municipais através da Cultura, criando condições para o desenvolvimento do trabalho artístico e para a construção de uma programação regular e diversificada, em parceria com os agentes culturais».
«Mais do que a abertura de um novo espaço cultural, este momento representa um novo impulso para a Rua Direita e para o Centro Histórico de Viseu. A presença regular de artistas, espetáculos, oficinas e outras iniciativas culturais contribui para criar novos motivos para visitar, permanecer e viver nesta zona da cidade, reforçando a Cultura como instrumento de dinamização urbana e de aproximação da comunidade», considera a Autarquia Viseense.
Estão previstas, até ao final do ano, mais de 20 atividades públicas neste novo Ponto Cultural, entre espetáculos de teatro, oficinas, sessões de cinema, lançamentos de livros e palestras, reforçando a aposta na programação regular e diversificada, aberta à comunidade e aos diferentes públicos.
















