Lapa do Lobo volta a ser Aldeia Cultural durante três dias de arte, tradição e comunidade

10/07/2026 16:21

A Lapa do Lobo, no concelho de Nelas, volta a transformar-se em Aldeia Cultural entre os dias 24 e 26 de julho, para a quarta edição do evento bienal promovido pela Fundação Lapa do Lobo, que terá Luísa Sobral a encerrar a programação. Este ano, a iniciativa conta, pela primeira vez, com um apoio de 15 mil euros da Direção-Geral das Artes (DGArtes).

A principal novidade desta edição é o reforço da componente artística através de quatro residências desenvolvidas ao longo dos últimos três meses. Entre os projetos desenvolvidos destacam-se “Rostos da Aldeia”, de Tito Mouraz, “Madrinhas de Guerra, pretendem-se.”, de Joana Gomes Martins, “Leituras com Coro”, do Amarelo Silvestre, e “O Lobito”, de Zé Pedro Ramos, projetos que cruzam fotografia, memória, teatro e participação comunitária.

Para Rui Fonte, diretor da programação cultural, esta aposta reflete a identidade do evento, sendo que «a Aldeia Cultural desde sempre teve intenção de mostrar, num fim de semana, aquilo que a Fundação Lapa do Lobo vai fazendo ao longo dos dois anos. Há uma aposta muito séria nas residências artísticas e há uma aposta também séria nesta celebração da cultura entre os habitantes, quem nos visita e os artistas.»

O jardim da Fundação Lapa do Lobo assume também um papel de maior destaque nesta edição, deixando de ser apenas um espaço de restauração para passar a ter programação própria. «Este ano houve uma atenção diferente para o jardim, agora vai ter uma programação autónoma, com uma rádio permanente, a Rádio Clube do Dão, vai ter um lago artificial, uma oficina de construção de instrumentos e uma oficina de construção de máscaras de lobo. Vai ser interessante.», sublinhou o diretor de programação.

Pela primeira vez, a Aldeia Cultural integra uma componente desportiva. Em parceria com o Anti Social Social Run Club realiza-se a 1ª Corrida Cristiano Pereira, homenagem ao atleta que dá nome ao evento, composta por uma Kids Run, uma caminhada de oito quilómetros e uma corrida de dez quilómetros.

Mantém-se igualmente uma das atividades mais acarinhadas pelo público, o Passeio das Pasteleiras, organizado pela Associação Desportiva e Cultural Lapense, que volta a percorrer as ruas da aldeia com bicicletas decoradas, numa celebração da história e da identidade local.

O concurso de espantalhos integra também a programação da Aldeia Cultural. «Tem tido uma adesão interessante por parte da população. Desta vez vai ser diferente, vamos pôr alguns adereços entre o Terreiro do Antunes, o Terreiro das Almas e a Fundação, para fazer lembrar a aldeia antigamente.», explicou Rui Fonte.

Ao longo dos três dias não faltarão espetáculos, oficinas, instalações, exposições e performances espalhadas pela aldeia. Entre os destaques estão “Sons da Aldeia”, pelo Ensemble de Percussão da AMAD, que abre oficialmente o festival. “Deixa-me Contar Antes que Esqueça: do nascer do sol ao deitar da lua”, dos Mochos no Telhado, inspirado nos testemunhos da comunidade. E ainda “Canções para Poetas”, espetáculo de André Gago e Victor Zamora.

O encerramento da quarta edição ficará a cargo de Luísa Sobral, que apresentará um concerto intimista onde dará a conhecer temas do seu próximo álbum, previsto para novembro de 2026.

Toda a programação pode ser consultada em aldeiacultural.pt, onde é possível conhecer os horários, a localização das atividades e verificar quais necessitam de inscrição.


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