Entre os dias 22 e 26 de junho, as salas de aula do 1.º ciclo de Armamar vão receber uma nova edição das oficinas de microbiologia focadas num dos maiores desafios atuais da saúde pública, a resistência aos antibióticos. Esta iniciativa é promovida pela Rede de Promoção do Capital Científico de Armamar e pelo Agrupamento de Escolas Gomes Teixeira, em colaboração com o Município de Armamar e em parceria científica com a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto.
O programa continuado vai envolver cerca de 153 crianças de todas as turmas do concelho, desafiando-as a compreender o mundo bacteriano e a importância de preservar a eficácia dos medicamentos.
Ao longo de oito oficinas com atividades adaptadas a cada faixa etária, os alunos vão formular hipóteses, observar e manipular modelos práticos, enquanto as crianças do 1.º ano se estreiam na descoberta do mundo invisível das bactérias, os alunos que integraram o projeto no ano letivo anterior avançam para conceitos mais complexos.
No “Hospital dos Micróbios”, os estudantes vão investigar o porquê dos antibióticos não combaterem vírus, como algumas bactérias sobrevivem à sua ação e a importância do seu uso correto. No final, as mensagens e desenhos dos participantes vão dar origem a um mural coletivo de “Guardiões dos Antibióticos”, transpondo a ciência para escolhas do dia a dia.
O presidente da Câmara Municipal de Armamar, Márcio Morais, sublinha que «num concelho como Armamar, criar oportunidades de contacto continuado com a ciência é uma escolha estratégica. Significa dar às nossas crianças instrumentos para compreenderem problemas que vão marcar o seu futuro e mostrar-lhes que o conhecimento, a investigação e a inovação também lhes pertencem. O desenvolvimento de um território começa quando os seus jovens deixam de se ver apenas como destinatários das respostas e passam a reconhecer-se como pessoas capazes de as construir».















