Na véspera do Dia Mundial do Ambiente, dia 4 de junho, a REFOOD Viseu, em parceria com o Instituto Português da Juventude (IPDJ), realizou o workshop «Nova Energia – Agir para o Desenvolvimento Sustentável», onde participaram 40 estudantes da Escola Profissional Profitecla.
Esta iniciativa enquadra-se no âmbito do “Projeto Rodas Sustentáveis para Alimentar”, o qual foi um dos 15 projetos vencedores da edição 2023 do programa “Energia Solidária” da Fundação EDP, que tem por objetivo promover a transição energética justa, apoiando projetos sociais com forte impacto na sociedade e nas comunidades, em particular junto dos grupos mais vulneráveis.
Partindo da troca de ideias, nesta ação de capacitação, sensibilização e educação não-formal, dinamizadas pelas voluntárias da Refood Viseu – Catarina Bravo Madeira (licenciada em Engenharia do Ambiente e mestre em Planeamento Regional e Urbano) e Mariana Bravo Madeira (licenciada em Economia e mestre em Planeamento Regional e Urbano) foi debatido o futuro sustentável e a ação climática da cidade de Viseu. Foram relatados os principais desafios que a cidade enfrenta e debatidas possíveis medidas que gostariam ver concretizadas, na cidade até 2030, alinhadas aos vários 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas.
Os principais problemas apontados pelos jovens incluem questões relacionadas com a poluição atmosférica, mobilidade, resíduos, habitação e saúde. Ao nível da mobilidade, os jovens defenderam uma aposta na mobilidade suave (através de ciclovias e ruas pedonais), na aquisição de veículos elétricos e uma maior oferta de transportes públicos. Estas medidas foram pensadas para “aliviar” o trânsito da cidade como também para melhorar a qualidade do ar (através da diminuição de emissões de gases com efeito de estufa) e melhorar o espaço público envolvente.
Já no setor dos resíduos, os estudantes consideraram crucial a colocação de mais contentores, especialmente, para beatas de cigarros e a necessidade de uma maior atenção para os resíduos provenientes de dejetos de animais.
No que diz respeito à habitação, os alunos mostraram uma forte preocupação com os elevados preços praticados.
As questões de saúde não ficaram esquecidas pelo que os jovens evidenciaram a necessidade de melhorar a qualidade dos serviços (tempos de espera) e aumentar o número de infraestruturas de cuidados de saúde e, consequentemente, o número de profissionais associados.
Desta reflexão, o ODS 3 (saúde de qualidade), o ODS 11 (cidades e comunidades sustentáveis), o ODS 12 (produção e consumo sustentáveis) e o ODS 13 (ação climática) foram considerados os mais pertinentes para o futuro sustentável de Viseu.
A dinâmica de grupo contribuiu para dar voz e recolher contributos de atores da sociedade civil, tendencialmente, subestimados nos processos de planeamento e decisão e, igualmente, relevantes para a concretização dos ODS e do desenvolvimento (sustentável) das suas comunidades e cidades e, consequentemente, para a tão ambicionada transição energética justa.















