No desporto, a frustração surge várias vezes. Mais do que o sucesso. São muitos os fatores que não controlamos que surgem, e muitas vezes, a definição de obtenção de sucesso é subjetiva.
Cada vez mais a diferença entre adversários é menor, pelo que se torna vital conseguir ultrapassar as contrariedades e as desilusões, de forma a estar sempre em condições de continuar a lutar pelo sucesso. A superação é a base do desporto de competição.
Os aspetos positivos são muito mais o foco, que os negativos. É para os aspetos positivos que temos de orientar a nossa participação e não ficarmos agarrados a conflitos e situações das quais não controlamos. Os próprios treinadores e dirigentes têm de saber quando o jogo acaba e que não é mais momento de perder o controlo emocional.
Infelizmente a nossa cultura desportiva é básica. Primitiva. Os adeptos, anónimos, não têm de ser independentes ou isentos. Não têm de proteger o desporto. Ir para uma rede social insultar, ser incoerente ou ser ridículo diz muito sobre essa pessoa. Nada mais. Só a vitória do seu clube lhe importa. A forma é indiferente.
Os erros e fracassos fazem parte dos momentos de um atleta, de um treinador ou de um clube. Tentar perceber o porquê e reavaliar objetivos de desempenho são sempre a solução.
Por isso na formação o trabalho é de maior responsabilidade. Temos de fazer compreender que o insucesso é uma presença inevitável do desporto e que dela faz parte. Os treinadores devem ser realistas e sinceros definindo objetivos de desempenho individuais no contexto do objetivo coletivo. O clube deve validar estes objetivos. O que muitas das vezes rotulamos de insucesso não foi mais do que o adversário ter sido melhor do que nós. Devemos ajudar a enfrentar sempre a verdade.
Se ensinarmos os jovens a lidar com o insucesso, estamos a aumentar significativamente as possibilidades de eles virem a ter sucesso na atividade, independente da função: atleta, treinador, dirigente, árbitro, médico ou adepto.
Por agora o futebol, no caso, vai aguentando tudo e ainda se “vende”. Mas esta ideia de que é eterno e o rebanho vai sempre acompanhar pode não ser bem verdade. Outras atividades lucrativas e eternas já faliram.
O compromisso de um agente desportivo com o Desporto é total. Sempre. Mesmo quando a nossa equipa ganha porque marca um golo com a mão ou perde porque foi assinalado uma grande penalidade inexistente contra nós. Sempre ser responsável.















