Nelas: INterioriza-te promove discussão sobre o potencial do trabalho remoto

01/02/2023 10:29

A associação juvenil “INterioriza-te”, com sede em Nelas, que tem como princípio o trabalho «em prol da consciencialização das novas gerações a combater o abandonado das regiões do Interior de Portugal», promove, juntamente com a Associação Rural Move, uma discussão sobre o potencial do trabalho remoto, no próximo dia 11 de fevereiro, no Edifício Multiusos de Nelas.

Segundo a associação, o objetivo é esclarecer o público «acerca das oportunidades e qualidade de vida associadas ao trabalho remoto que, ao mesmo tempo, permite que haja um combate contra a despovoamento do interior do país».

O programa conta com quatro mesas redondas e um momento de networking para todos os presentes poderem potencializar as oportunidades de negócio.

O período da manhã começa com uma sessão de abertura a cargo dos responsáveis pelas associações envolvidas no projeto, bem como de um representante da Câmara Municipal de Nelas, seguindo-se a primeira mesa redonda do dia com o mote: “O impacto do trabalho remoto na economia local”.

Já as mesas redondas “Experiências Pessoais de Trabalhadores Remotos” e “Oportunidades de Trabalho Remoto” pretendem dar palco a testemunhos, que possam incentivar as pessoas a trabalhar no e, para o Interior.

«O IEFP e a Remote Portugal, estarão ao lado de outras empresas a falar sobre as oportunidades que existem neste novo modelo de trabalho que, desde a pandemia, teve um boom crescente a cada ano e que, a nível empresarial, muitas vezes se traduz numa maior satisfação e desempenho por parte dos colaboradores», desvenda a “INterioriza-te”.

Por fim, haverá uma mesa redonda dedicada ao cowork e coliving, pelas vozes de investidores que abordam esta nova forma de trabalhar como uma oportunidade de negócio.

Para Carlota Marques, da Associação “INterioriza-te”, «fazer parte de um projeto de desmistifique que o Interior não é um lugar para jovens, é uma mais-valia. Voltei para o Interior do país e tenho acesso a programas culturais e diversidade empresarial. São muitos os jovens que, nos últimos anos, têm optado pelo trabalho remoto, tanto por questões económicas e financeiras quanto de qualidade devida».

«O Interior precisa das pessoas e as pessoas precisam, cada vez mais, do Interior numa altura em que a crise e a inflação não permitem uma evolução nas grandes cidades», conclui a dirigente associativa.


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