As intervenções na Sé da Viseu, com uma duração prevista de 18 meses e um investimento superior a 1,3 milhões de euros, vão arrancar, quatro anos depois da submissão da candidatura ‘Sé de Viseu: Conservação e Restauro, Reparações Diversas e Acessibilidades’, pela Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC) ao Programa Centro 2020.
Em cerimónia que assinalou este arranque, na passada quarta-feira, 15 de junho, Suzana Menezes, diretora regional da Cultura do Centro, afirmou tratar-se de uma «importante intervenção», que pretende dar conta dos «graves problemas do edificado», resolver problemas de infiltração de águas nas zonas de cabeceira da igreja «que geram significativa fissuração das paredes», bem como resolver problemas de drenagem de águas pluviais e degradações diversas em elementos de património integrado.
Serão igualmente realizados «trabalhos de conservação e restauro das coberturas» e resolvidas «situações de degradação de elementos estruturais e património integrado, nomeadamente, na sala capitular, no claustro, na torre do relógio e na loja».
A somar às intervenções de preservação, pretende-se resolver ainda «o complexo problema das acessibilidades, garantindo o acesso pleno a todas as áreas integrantes deste imóvel, incluindo o museu».
«O projeto de acessibilidades é verdadeiramente exemplar, integrando de forma pioneira no nosso país exatamente a mesma solução técnica e tecnológica que foi usada na catedral de Notre Dame, em Paris. Em causa está a colocação de plataformas elevatórias nas duas escadarias exteriores que serão praticamente imperceptíveis quando recolhidas, o que nos assegura um impacto visual mínimo e o absoluto respeito pelos valores patrimoniais». A diretora regional avançou, ainda, que as referidas plataformas permitirão, inclusivamente, o acesso à casa de Santa Maria «e daí à varanda dos Cónegos e ao piso superior do claustro, por elevador, assim como ao piso inferior do claustro e deste ao interior do templo».
Suzana Menezes referiu-se a estas intervenções como umas «tão desejadas obras», num dos «mais emblemáticos monumentos nacionais», lembrando que o aumento dos preços dos materiais obrigou a um investimento superior àquele que estava previsto.
Fernando Ruas, presidente da autarquia de Viseu, mostrou-se satisfeito com o avanço nas intervenções, não deixando de referir que as obras «deviam ter começado há mais tempo».
De referir que 85 por cento dos 1,3 milhões de euros investidos nesta empreitada são garantidos por fundos comunitários e os restantes 15 por cento são assegurados pela Direcção Regional de Cultura do Centro e pela Diocese de Viseu.
















