O IMD World Competitiveness Ranking 2022, divulgado esta quarta-feira, dá conta de que Portugal recuou 6 posições e ocupa agora o 42º lugar, numa análise feita aos países europeus com as economias mais competitivas do mercado, o que contraria a tendência de subida do país desde 2019 no ranking.
A análise concluiu que os principais desafios da economia portuguesa são “crescimento sustentável do PIB, acima da média da UE, a implementação de uma estratégia nacional de promoção da literacia financeira e do empreendedorismo, a transição digital e energética das empresas, mas também as reformas estruturais no setor público e desenvolvimento de estratégias para enfrentar os problemas demográficos”.
No entanto, são destacadas melhorias na economia nacional face ao ano passado, como o crescimento do PIB, a redução do défice e o aumento das exportações, assim como as valências mais competitivas de Portugal: leis para imigração, força de trabalho feminina e capacidade para captar investimento estrangeiro e receitas provenientes do setor do turismo.
A recolha de dados relativos a Portugal é assegurada pela Porto Business School, parceira exclusiva da IMD World Competitiveness para a região desde 2015.
O primeiro lugar do ranking foi alcançado pela primeira vez pela Dinamarca este ano, sendo que Suíça e Singapura fecharam o pódio em 2º e 3º lugar, respetivamente, e mostra que os países europeus são os que apresentam economias mais competitivas. A fechar o Top 5, está a Suécia em quarto lugar e Hong Kong em quinto.
O melhor desempenho positivo destas economias estão relacionados com os “graus de investimento em inovação, atividades económicas diversificadas, e políticas públicas de apoio”.
Sobre o tecido empresarial, o estudo revela que a pressão inflacionista tem sido o fator que mais perturbou o setor, o que consequentemente leva a uma perturbação das economias nacionais e mundiais.
















