A décima edição dos Jardins Efémeros acontecerá na cidade de Viseu, entre os dias 8 e 16 de julho, com o tema ‘A INCERTEZA’.
A funcionar em regime «fora de portas» desde o ano passado, o projeto ‘A Casa do Sonho’ continuará a existir dessa forma e vai ter sete oficinas a decorrer em escolas, entre 20 e 24 de junho, sendo no total 26 sessões.
Já a ‘Casa da Imaginação’, um espaço «para todos os que queiram participar e praticar a reflexão e o pensamento crítico, adquirindo os atributos necessários para se tornarem cidadãos democráticos», é mais uma das iniciativas desta edição. «A criação de um local que estará aberto diariamente, orientado para a educação artística, para servir públicos de todas as idades e imaginações». Dentro do programa da ‘Casa da Imaginação’ existem 17 oficinas que se dividem em 152 sessões. Este projeto tem apoio mecenático exclusivo da Fundação Millennium BCP.
Parte da programação fará ainda o projeto que cruza os diferentes géneros musicais de Pino Palladino, Sam Gendel, Blake Mills e Abe Rounds e «simultaneamente explora a versatilidade musical destes artistas», bem como o artista Vladislav Delay, músico finlandês que conta com um repertório de diversos géneros musicais.
Os Jardins Efémeros desafiaram artistas de todo o mundo a participar numa ‘Chamada de Artistas Sonoros’, com o objetivo de «promover a diversidade musical, artística e estética, a que os Jardins Efémeros anualmente proporcionam».
A Comissão de Avaliação, constituída por Beatriz Rodrigues, instrumentista e compositora, Catarina Machado, radialista e crítica de música e Sandra Oliveira, programadora e gestora cultural, selecionou propostas das 67 candidaturas submetidas na chamada de artistas, sendo que 15% eram do distrito de Viseu, 69% do resto do país e 16% internacionais. As propostas selecionadas foram Yamila, que dança entre a música eletrónica e analógica, misturando a tradição e a experimentação; Nuno Morão, que irá mostrar o seu projeto de percussão a solo, explorando as potencialidades tímbricas e rítmicas de um conjunto de instrumentos, criando uma linguagem musical única; Wipeout Beat, uma banda de três veteranos no panorama musical de Coimbra, o seu disco ‘No more nights’ é um convite às noites de perdição e de partilha, uma antítese do próprio título; e a Rachika Nayar, compositora e produtora do Brooklyn, cria música ao explorar as possibilidades expressivas da guitarra por meio de processamento digital.
Este ano, os Jardins Efémeros juntam-se à ação artística coletiva Mantra da PAZ e convidaram comunidades e participantes individuais a colaborar na construção de uma peça de 2160 quadrados bordados com a palavra ‘Paz’, como apelo local aos governantes nos seus compromissos com os processos de paz e sustentabilidade Outra das iniciativas que vai marcar os JE deste ano é Cidade Invisível, um projeto que propõe uma reflexão sobre o espaço privado/espaço público e a coabitação potenciadora da relação bidirecional entre o indivíduo e o coletivo. Partindo de lugares/não-lugares do centro histórico de Viseu, desenvolver-se-ão uma série de exercícios criativos. Cidade Invisível é um projeto de alunos da Escola Superior de Educação de Viseu, comalunos da Escola Secundária Viriato, coordenados pelo Coletivo de artistas L2P1, por Paula Rodrigues pela ESEV, Ana Paula Barbosa, pela ESV e Paula Soares pelo PNA.
















