«Desfasado no tempo», «distorcido» e gerador de «impacto negativo», foram os termos utilizados pelo Presidente da Câmara Municipal de Moimenta da Beira, Paulo Figueiredo, no desmentido de um estudo europeu que fala em uso de pesticidas na fruta, em especial nas maçãs e peras, divulgado no passado 23 de maio. O autarca garante que «a maçã está praticamente livre».
«Eu acredito em todos os estudos, porque acredito no saber e na informação científica, no entanto, os estudos têm o seu tempo e este revela dados com nove anos, está completamente desfasado no tempo», considerou Paulo Figueiredo.
O estudo refere que em 85% das peras portuguesas testadas e em 58% de todas as maçãs testadas foi encontrada contaminação por pesticidas perigosos. A nível da União Europeia, segundo o estudo, as taxas de contaminação tanto para maçãs como para peras mais do que duplicaram entre 2011 e 2019.
Em relação a 2019, indicam as análises feitas na Europa, metade de todas as amostras de cerejas tinham sido contaminadas com pesticidas, um terço, 34%, de todas as maçãs estavam também contaminadas, o mesmo acontecendo com cerca de metade das peras e metade dos pêssegos.
«Isto está distorcido no tempo, porque nos últimos dois, três anos tem havido uma evolução fantástica a este nível e, por exemplo, os nossos fruticultores têm aplicado e implementado regras muito específicas da União Europeia que obrigam à redução dos pesticidas», defendeu o autarca.
Paulo Figueiredo disse ainda que «uma boa percentagem das maçãs, que é a fruta principal do concelho, tem níveis muito reduzidos, com os níveis de toxicidade praticamente a zero» e isto, continuou, «porque cumprem com as normas europeias», tanto «para a sustentabilidade ambiental como para a saúde». «E as nossas maçãs passam por uma série de análises, nomeadamente através das grandes superfícies, que fazem de forma constante a todos os lotes fornecidos, assim como os próprios produtores que também controlam», acrescentou.
O autarca disse «lamentar este tipo de estudo desfasado no tempo, principalmente quando já não corresponde à realidade e só vem criar impacto negativo junto dos fruticultores que, são os que menos ganham e mais trabalham para a qualidade da maçã».
«Neste momento, Moimenta da Beira é responsável por cerca de 20% da produção nacional da maçã e se juntarmos os municípios aqui à volta, como Armamar, Sernancelhe e Lamego, acredito que somos responsáveis por mais de 50% da produção nacional», referiu.
Paulo Figueiredo sublinhou a qualidade da maçã da região e considerou que «é de qualidade e é das melhores maçãs do País e do mundo, e, sem exagero, porque é sem dúvida das melhores do mundo», concluiu.















