Quatro anos depois de ter deixado a Câmara Municipal de Lamego devido à lei de limitação de mandatos, Francisco Lopes regressou, esta sexta-feira, 15 de outubro, ao cargo de Presidente da autarquia, após ter vencido as eleições autárquicas, do passado dia 26 de setembro.
«Trabalharemos com muita dedicação, total disponibilidade e humildade ao serviço de Lamego e dos Lamecenses. Trabalhamos hoje para assegurar qualidade de vida e desenvolvimento sustentável para nós, mas também futuro para as gerações vindouras», garantiu na intervenção que proferiu durante a cerimónia.
No seu discurso, o novo Presidente da Câmara de Lamego anunciou a realização de uma auditoria externa, «por entidade independente e credível, com caráter financeiro e procedimental à ação do executivo municipal cessante».
«Os Lamecenses merecem verdade, rigor e transparência total sobre a atuação do executivo e a vida do seu município», fundamentou.
O novo autarca relatou que a reunião de transmissão de funções ficou «muito aquém dos salutares princípios da convivência democrática entre eleitos e do imperativo dever da continuidade da gestão».
«Se outras razões não houvesse, esta falha e insuficiência no processo de transição de funções seria o bastante para justificar a realização de uma auditoria à gestão autárquica que agora termina», acrescenta.
Ainda assim, Francisco Lopes disse que considera «cumprido o ritual democrático» da passagem do poder e contou que lhe foi dado «nota verbal de alguns pequenos problemas a exigir decisão urgente». «Contratos nulos, mas com pagamentos efetuados; imóveis vendidos, mas sem a competente autorização da câmara; serviços prestados, mas sem procedimento administrativo; obras em curso, mas sem contrato; compromissos assumidos com clubes e coletividades, mas sem qualquer formalização procedimental ou orçamental», enumerou.
No discurso de tomada de posse, no Teatro Ribeiro Conceição, Francisco Lopes também anunciou a primeira medida a tomar na liderança do executivo, que foi entretanto já cumprida. «Simbolicamente, na segunda-feira, as portas da frente do edifício dos Paços do Concelho, a casa da democracia local, estarão abertas de par em par demonstrando bem o que mudou, quem ali está e ao que vem».
Para o futuro, enfatizou que a prioridade são as pessoas.
«Trataremos todos os Lamecenses de igual forma, na sua dignidade, na sua qualificação, na sua empregabilidade, na sua qualidade de vida e no seu futuro», alude.
Entre outras medidas, garantiu ainda que serão reabertos os equipamentos municipais abandonados, nomeadamente as piscinas cobertas e o Complexo Desportivo de Lamego; serão colocados em funcionamento normal os serviços municipais encerrados e disfuncionais e será revertida «a iminente perda de fundos comunitários decorrente dos projetos cancelados» pelo anterior executivo «e da ausência de novos projetos para candidatar ao Plano de Recuperação e Resiliência ou ao novo quadro comunitário».
















