O número de cuidadores informais em Portugal deverá rondar os 1,4 milhões de pessoas, impulsionado durante a pandemia por causa do fecho de respostas sociais, revela um inquérito nacional da Associação Nacional de Cuidadores Informais (ANCI), tornado público, esta quinta-feira, Dia do Cuidador Informal. O inquérito, onde participaram 1.800 pessoas, demonstra que o número de cuidadores informais em Portugal é mais elevado do que os 8% a 10% que se estimava, segundo avança a Lusa.
No distrito, Lamego integra o lote dos 30 municípios onde estão a ser desenvolvidos projetos-piloto que permitem aos cuidadores informais nele residentes solicitar o Estatuto do Cuidador Informal junto dos serviços da Segurança Social.
A prestação deste subsídio foi desenhada como uma medida de combate à pobreza, à qual têm direito apenas as famílias de baixos rendimentos. Desde o dia 1 de abril, os cuidadores informais residentes em Lamego têm a possibilidade de pedir aquele Estatuto para terem direito a um subsídio que varia entre os 248,20€ e os 343,50€. Este valor é calculado para garantir que, juntos, o cuidador e o cuidado tenham um rendimento nunca inferior a um Indexante de Apoios Sociais (IAS), que este ano é de 438,81€. Para qualquer esclarecimento, os interessados podem contactar o Gabinete de Ação Social do Município de Lamego (tel: 254 609 600).
O novo Estatuto do Cuidador Informal assegura o acompanhamento, o aconselhamento, a capacitação e a formação para o cuidador. Nestes concelhos, foram atribuídos profissionais de referência, da área da Saúde e da Segurança Social, que executam um plano de intervenção. Entre estas medidas, destaca-se a “identificação dos cuidados a prestar pelo cuidador informal, bem como a informação de suporte a esses cuidados”, bem como a “avaliação da qualidade de vida e sobrecarga do cuidador informal ou o acesso a medidas de saúde e apoio social promotoras da autonomia, da participação e da qualidade de vida da pessoa cuidada”.















