Bares e Discotecas da região optam por continuar encerrados

31/07/2020 17:35

Os bares e discotecas, encerrados desde março devido à pandemia do COVID-19, vão poder funcionar a partir de amanhã, 1 de agosto. Esta reabertura será, no entanto, condicionada já que terão que seguir as mesmas regras dos cafés e pastelarias.

O anúncio foi feito em conferência de imprensa após a reunião semanal do Conselho de Ministros, em Lisboa. A ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, explicou que, no contexto da “situação epidemiológica do país mais controlada”, foi determinada “a possibilidade de os estabelecimentos que são bares na sua origem funcionarem enquanto pastelarias e cafés, seguindo as mesmas regras de distanciamento que estas instituições têm”.

A ministra esclareceu ainda que os bares e discotecas continuam encerrados, permitindo apenas que os que queiram funcionar como cafés e pastelarias o possam fazer “sem alterar a sua atividade” oficialmente, como estava a acontecer. Os bares e discotecas que optem por esta possibilidade podem funcionar até às 20:00 na Área Metropolitana de Lisboa e até às 01:00 (com limite de entrada às 24:00) no resto do território continental.

Albano Silva, proprietário de dois estabelecimentos, um café e um negócio noturno, o “Rock in River” em Vila Nova de Paiva, refere que as discotecas foram um dos primeiros espaços a fechar mas que “não irá abrir com as regras estabelecidas pelo governo”.

O proprietário afirma que, reabrir segundo estas regras “não seria favorável ao negócio”, e que “teria de fazer muito investimento em pessoas e bens materiais“, considerando até que “as despesas de uma possível reabertura seriam maiores do que manter a porta fechada.”

Com uma quebra total de receitas provenientes do seu negócio, Albano reabriu recentemente o seu café, mas realça que “não está a ser fácil”, e que apenas se encontra a funcionar a 30%. Albano confessa que poderá pensar em “recrutar pessoas e investir no setor da restauração, visto que o espaço (do café) se encontra adaptado para tal”.

Olávo Sousa é detentor de sete espaços de diversão noturna pertencentes ao Grupo Noite Biba, três deles na região de Viseu, o NB Club Viseu, o Factor C Viseu e o ICE Club Viseu. O proprietário refere que, de momento, todos os seus estabelecimentos se encontram fechados e que a “reabertura dentro das normas estabelecidas pelo governo estará fora de questão”.

Olávo, tal como a maioria dos proprietários, encontra-se em compasso de espera, e salienta que “nenhum empresário exige a abertura num contexto que ponha em causa a saúde publica, e que esperam pacientemente por mais apoios por parte do governo”.

“Desde o início que queremos ser parte da solução e nunca do problema”, estas são as palavras de um dos maiores detentores de espaços noturnos da região, e que não pretende “mudar o seu ramo de negócio para outro tipo de estabelecimento”.

O proprietário salienta que “as discotecas não estão a pedir para abrir, e tem consciência que irão continuar encerradas, mas precisam de apoios para continuarem a suportar todos os custos.”

As empresas do setor de diversão noturna, encerradas desde março, têm ficado de fora das diferentes etapas do plano de desconfinamento no âmbito da pandemia da covid-19, tendo o primeiro-ministro justificado anteriormente esta decisão com a impossibilidade de afastamento físico nestes espaços.

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