ARTIGO DE OPINIÃO: Boas Políticas Culturais Nunca Serão Demais 

06/06/2024 18:30

Urge combater a inércia que leva as famílias das regiões que foram expostas a longos períodos sem acesso à cultura a não aderirem às iniciativas propostas pelos agentes culturais. Eu acredito que a ausência de exposição a diferentes formas de arte pode limitar a capacidade de expressão emocional e criativa das pessoas, revelando muitas vezes um quadro possivelmente patológico que é imperioso combater, porque sem essas ferramentas, as pessoas podem encontrar dificuldades para entender e comunicar as suas próprias emoções, resultando muitas das vezes em problemas de saúde mental e emocional. 

Mas como o fazer? Como estimular esse interesse já que a falta de cultura artística empobreceu o pensamento crítico e a capacidade de empatia? Sem arte, ela mesmo frequentemente desafiadora de percepções que incentivam a reflexão sobre diferentes perspectivas e experiências de vida, sem ela dizia eu, poderá haver uma tendência maior ao pensamento linear e dogmático, reduzindo a habilidade de compreender e apreciar a diversidade humana. 

Assim sendo, do ponto de vista social, posso concluir que na minha perspectiva a ausência de uma cultura artística vibrante pode levar a um enfraquecimento da identidade cultural e comunitária. A arte desempenha um papel crucial na formação e na manutenção das tradições culturais, ajudando as comunidades a manterem uma ligação com o seu passado e a construírem um senso de identidade compartilhada. Sem isso, pode haver uma sensação de desconexão e desintegração social o que obviamente se reflete na ausência de interesse e curiosidade sobre o mundo que se expõe e revela artisticamente. 

Resumindo, a falta de cultura artística não apenas empobrece a vida individual e social, mas também limita o crescimento e a coesão das comunidades. É essencial que a arte seja valorizada e promovida para assegurar uma sociedade mais rica, empática e inovadora. 

Enquanto programador e artista, tudo farei para manter viva a chama que pode atrair novos e velhos públicos, libertando-os das amarras do marasmo, sendo que as forças sociais vivas também são chamadas e “obrigadas” a fazer parte deste processo. 

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