Alerta para mensagens duvidosas a circular

03/05/2022 10:56

Caso carregue no link, poderá ver o seu telemóvel enviar mensagens e fazer chamadas espontaneamente, sem que tenha controlo sobre o mesmo.

Na última semana, foram muitas as pessoas que relataram terem recebido vários SMS de números nacionais, que informavam que o utilizador tinha um novo correio de voz. A acompanhar a mensagem, vem sempre um link. A recomendação a fazer neste caso é a de sempre: apague a mensagem, para não ter problemas.

Pedro Veiga, antigo coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, afirma estar surpreendido com esta tática. “Enquadra-se numa série de técnicas que existem hoje em dia para ludibriar as pessoas. Mas este comportamento é diferente do que eu esperava. Muitas vezes os criminosos que enviam as mensagens redirecionam os utilizadores para sites onde tentam obter credenciais das pessoas”.

É frequente este tipo de mensagens ser enviado para os nossos telemóveis. No entanto, apesar dos múltiplos e regulares alertas, há sempre quem caia nestes esquemas. Para o professor universitário, o número cada vez maior de utilizadores justifica este facto.

“É de esperar, e é o que se tem vindo a verificar, que estes ataques se tornem mais frequentes, pois a base de utilizadores que utiliza estes equipamentos é cada vez maior. Mais utilizadores, mais potenciais vítimas. É incrível o número de pessoas cuja ingenuidade é explorada e com resultados”.

O especialista destaca, porém, os mecanismos já existentes e colocados em prática pelas operadoras para proteção dos seus clientes, e que permitem evitar que muitos deles sejam “apanhados” por estas mensagens.

“Também recebi três mensagens dessas, mas duas delas foram automaticamente redirecionadas para o spam. Normalmente isto acontece devido aos operadores, que criam “listas negras” e marcam os números automaticamente como spam. É útil para quem tem um telemóvel com essa funcionalidade”.

Há ainda outra questão por esclarecer: porque é que há pessoas que recebem estas mensagens duas ou três vezes por dia, e outras que simplesmente não as recebem? Pedro Veiga dá a resposta.

“A quantos mais serviços temos os nossos contactos associados, mais expostos estamos. Quando os criminosos entram nos sites de grandes empresas (por exemplo, do setor das telecomunicações), o que fazem é capturar os dados das pessoas, como endereços de email, números de contas bancárias, palavras-passe, mas também contactos de telemóvel. Essas informações depois são usadas pelos próprios ou vendidas a outras organizações criminosas. O tráfico de credenciais de utilizadores da internet é muito vulgar nos dias que correm”, explicou.

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